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Catarina para Costa: "Que nos reunamos no dia 31"

Catarina desafiou António Costa para, a 31 de janeiro, “trabalharmos uma agenda de medidas e metas para quatro anos”, começando pela saúde, trabalho e clima. “Nessa mesa estarão todos e todas os que foram esquecidos pelo PS nestes anos e lá estarão as soluções para respeitar este povo”.

Num comício nacional que juntou Pedro Filipe Soares, Mariana Mortágua e Catarina Martins, o Pavilhão Carlos Lopes encheu-se primeiro com a música dos SAL, que enviaram uma mensagem de exigência e respeito pelos trabalhadores da Cultura. Depois, Pedro Filipe Soares relembrou o papel do Bloco de Esquerda como partido que desbloqueou a política à esquerda desde a sua fundação. Mariana Mortágua falou sobre a direita “das velhas novidades”: “o que é um futuro de privatizações, de selvajaria laboral e de roda livre financeira, se não uma repetição descarada do passado?”

Mas foi Catarina Martins que definiu a mensagem do Bloco não só para a última semana de campanha mas, sobretudo, para o dia seguinte, a 31 de janeiro, desafiando António Costa para um novo ciclo de políticas. “Sei que me dirão que os compromissos são difíceis. Mas é dessa garantia que o povo precisa. O povo só irá votar se tiver confiança e só haverá confiança se houver entendimento. Não há outro caminho”, desafiou.

Se é certo que a maioria absoluta pedida pelo Partido Socialista “desvaneceu-se”, então “ninguém vai dispensar o PS, nem os outros partidos, de dizerem que governo querem e como se comprometem com uma maioria e para fazer o quê”, explicou Catarina, apresentando três razões para o voto no Bloco de Esquerda.

 

Os trabalhadores de quem o Partido Socialista se esqueceu...

A primeira “é tão simples como esta: é preciso derrotar a direita”. E relembrou que Rui Rio, que fala mais do gato do que o seu programa, o faz porque quer “entregar a Segurança Social às companhias seguradoras” e acabar com “o acesso gratuito à saúde”, ou ainda congelar o salário mínimo.

Nos últimos dois anos, a par da pandemia, “multiplicou-se também uma doença nova: o esquecimento”. Catarina relembrou aqui todos os “esquecidos do Partido Socialista”, desde os 200 mil cuidadores a quem prometido um apoio que “não lhes chegou”, às cem mil trabalhadores do serviço doméstico “a quem foi prometido apoio durante os confinamentos”, acabando apenas 1011 a receberem alguma prestação, ou ainda os trabalhadores informais, dos quais apenas 312 tiveram apoio.

Mas também no Trabalho, onde “o governo prometeu punir as empresas que abusassem dos contratos temporários” mas, só em 2020, 2107 mulheres grávidas perderam o seu contrato; ou os trabalhadores da UBER, onde o PS aceitou fingir que todos são empresas. E na Habitação, problema “que o governo prometeu resolver mas a casa continua a ser um luxo”.

“O Partido Socialista esqueceu-se destes trabalhadores”, sintetizou Catarina. “Essas pessoas esquecidas pelo PS são o país que trabalha, que sofreu com a pandemia, gente que vive a incerteza ou que vê os seus amigos e familiares aflitos. Esse povo, que não quer um governo de direita e que não quer continuar a ser esquecido, puxa por uma esquerda forte e é a esta povo que nós respondemos”.

 

... e os interesses de quem o Partido Socialista nunca se esquece

“Do outro lado está a parte que nunca é esquecida”, relembrou Catarina Martins. “A EDP pode não pagar o imposto devido, mas o governo não se esqueceu, protegeu a empresa”. Os Vistos Gold são “uma autoestrada para lavagem de dinheiro” mas “o PS não os quer abolir”. E o Novo Banco “foi extorquindo todos os anos contratos leoninos” mas, “na hora de chamar os contribuintes a pagar, o Novo Banco foi sempre lembrando”.

Por isso, continuou, “se faz parte dos esquecidos do PS, agora é o tempo de mostrar a sua força. Não hesite, não se abstenha, venha votar, mostre o que quer”, porque um voto no Bloco de Esquerda “é um voto útil, eficaz e garantido”.

E apelou aos indecisos nestas eleições e à força maioritária da população. “A maioria é mesmo a gente que vai para o emprego, que procura e não encontra trabalho, que não consegue alugar casa, que paga mensalidades mais caras na creche do que na universidade. A única maioria absoluta que faz bem ao dia a dia do país são as enfermeiras, os professores, os pensionistas, quem trabalha e aguenta os hospitais, quem faz a escola, quem produz. É quem merece respeito, o povo que trabalha, os jovens que querem emprego criativo, os imigrantes nossos vizinhos, os cientistas que procuram, os artistas que inventam. São a enorme maioria e só essa maioria pode levar Portugal”.

 “No dia em que essa maioria se levantar, seremos gigantes. O voto no Bloco faz a voz dessa maioria. O voto no Bloco abre esse novo ciclo em que o povo dita as suas prioridades: estabilidade na saúde, estabilidade no emprego, estabilidade no salário”, concluiu.

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