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Catarina Martins responde a acusação de Relvas

Acusada pelo ex-governante de ter mentido, a dirigente bloquista responde: “Miguel Relvas foi administrador da Finertec, empresa dirigida por responsáveis da Fundação José Eduardo dos Santos e com acionista escondido off shore. Não me custa corrigir o erro. A acusação é a mesma”. Catarina remete ainda para um artigo da Visão sobre esta empresa.
Miguel Relvas, ex ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares do governo liderado por Pedro Passos Coelho. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.
Miguel Relvas, ex ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares do governo liderado por Pedro Passos Coelho. Foto de Miguel A. Lopes, Lusa.

Esta sexta-feira, Miguel Relvas acusou Catarina Martins de mentir ao associá-lo às empresas de Isabel dos Santos: “A deputada Catarina Martins mentiu ao associar-me às empresas da engenheira Isabel dos Santos. Nunca trabalhei, direta ou indiretamente, com a engenheira Isabel dos Santos”, frisou o ex ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares do governo liderado por Pedro Passos Coelho.

“Deve, pois, a deputada Catarina Martins retratar-se publicamente e pedir desculpa pela mentira que hoje veiculou publicamente em relação a mim”, acrescentou Miguel Relvas, numa nota escrita enviada à agência Lusa.

A reação do ex-governante surgiu na sequência das declarações proferidas pela coordenadora do Bloco, que criticou duramente a forma como os sucessivos governos portugueses e os grandes grupos económicos contribuíram para a espoliação do povo angolano.

Catarina Martins lembrou os responsáveis governativos que alternaram entre pastas do governo e trabalhos em empresas de Isabel dos Santos, como Mira Amaral ou Miguel Relvas, e ainda “a proximidade imensa de Durão Barroso”. “António Costa também se envolveu pessoalmente na resolução da participação de Isabel dos Santos no BPI, no BCP, no BIC”, acrescentou.

Em resposta às acusações de Miguel Relvas, escreveu na sua conta de Twitter: “Miguel Relvas foi administrador da Finertec, empresa dirigida por responsáveis da Fundação José Eduardo dos Santos e com acionista escondido off shore. Não me custa corrigir o erro”.

Na mesma publicação, Catarina Martins partilha ainda a ligação para uma investigação da revista Visão sobre a Finertec, uma “ex-empresa de Relvas suspeita na Operação Furacão” com sede em Lisboa e ligações a Angola.

No que respeita ao acionista escondido off shore, em causa está José Braz da Silva. Conforme avançou o Diário de Notícias (DN) num artigo datado de 2011, Braz da Silva, empresário “próximo de altos dirigentes do PSD, como Miguel Relvas”, juntamente “com Lucena e Valle e duas outras pessoas, gere um banco offshore em Cabo Verde, o Banco Fiduciário Internacional (BFI), registado na Cidade da Praia”.

“Valle, Relvas e Maurício são administradores executivos do grupo Finertec, controlado (mas não gerido) por Braz da Silva. O BFI está na lista de entidades credenciadas pelo banco central de Cabo Verde na qual surge o problemático Banco Insular, o veículo que terá permitido ao Banco Português de Negócios ‘ocultar prejuízos e lucros, financiar empresas do grupo e esconder operações’, como revelou há dias um ex-dirigente do BPN”, escreve ainda o DN.

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