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Catarina Martins: Entidades privadas que gerem donativos às vítimas de Pedrogão devem explicações

“Eu acho inacreditável que possa haver problemas naquilo que é pôr a generosidade de toda a população ao serviço de quem precisa ser ajudado”, afirmou a coordenadora nacional do Bloco.
Catarina Martins esteve, esta quarta-feira, numa visita ao Complexo do Cachão, em Trás-os-Montes. Foto de Esquerda.net.
Catarina Martins esteve, esta quarta-feira, numa visita ao Complexo do Cachão, em Trás-os-Montes. Foto de Esquerda.net.

Catarina Martins esteve, esta quarta-feira, no Complexo do Cachão, em Trás-os-Montes. À margem da visita, em declarações aos jornalistas, a coordenadora do Bloco afirmou que acha “inacreditável” haver problemas com os donativos para as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande e reclamou explicações das entidades privadas que gerem esses fundos.

“Eu acho inacreditável que possa haver problemas naquilo que é pôr a generosidade de toda a população ao serviço de quem precisa ser ajudado”, considerou Catarina, citada pela Lusa, acrescentando que “as entidades privadas que têm esses fundos devem explicar, porque o Governo já deu as explicações e não é no fundo público que há problema, é nas entidades privadas”.

“As entidades privadas a quem toda a população de boa fé entregou donativos, têm de saber explicar o que é que estão a fazer com esses donativos e também, se houver algum problema, naturalmente as entidades competentes terão de investigar”, defendeu ainda.

A coordenadora do Bloco reiterou que “seria uma matéria de bom senso” as entidades privadas a quem foram entregues donativos darem explicações sobre aquilo que recolheram e o que estão a fazer com o dinheiro, pois “ninguém no país compreende que não expliquem”.

“Quem vê agora estas notícias, deve sentir-se insultado”

Catarina Martins recordou ainda que “o Bloco de Esquerda tem tido uma posição “prudente” sobre esta matéria: “Nós temos dito que nestas questões do apoio social, das respostas às comunidades, é muito importante a presença do Estado. Eu julgo que este momento prova um bocadinho essa necessidade”, afirmou.

“Com todas as dificuldades que possam existir com a presença do Estado, as pessoas compreendem bem que há mais escrutínio nos fundos públicos e que nos privados é que não está a haver esse escrutínio”, disse. “Portanto, isso deve-nos fazer pensar, também, como é que no terreno estamos e como é que esta solidariedade é efetuada”, acrescentou.

Catarina Martins considerou ainda que “as entidades privadas têm de ser fiscalizadas se houver problemas” e, por outro lado, “têm a obrigação de dar explicações, porque pediram donativos a toda a população”.

“E, sobretudo, as pessoas que foram vítimas desta tragédia devem ser apoiadas e eu acho que, entre estas, quem vê agora estas notícias, deve sentir-se insultado, pois não é assim que se devem tratar as pessoas”, declarou.

Para o Bloco é “absolutamente lamentável a forma como este assunto está a ser tratado”. Catarina Martins disse também que concorda com o apelo de não aproveitamento político feito pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que “essa foi a opção do Bloco de Esquerda desde o primeiro momento”.

(notícia em actualização)

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