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Catarina Martins: “Até ao final do ano, Governo deve acabar com PPP do Hospital de Braga”

A Coordenadora do Bloco considera que as PPP's na saúde são “um erro”. Em declarações aos jornalistas, durante uma visita a Braga, Catarina Martins afirmou ainda que o Bloco quer a legislação sobre reformas aos 60 anos aprovada “antes do próximo Orçamento”, e que é preciso combater as práticas "agressivas" da banca, no crédito às famílias. 
“Até ao final do ano, o Governo tem a possibilidade de acabar com a PPP de gestão do Hospital de Braga”, defendeu Catarina Martins, durante uma visita ao mercado municipal daquela cidade. Foto de Esquerda.net.
“Até ao final do ano, o Governo tem a possibilidade de acabar com a PPP de gestão do Hospital de Braga”, defendeu Catarina Martins, durante uma visita ao mercado municipal daquela cidade. Foto de Esquerda.net.

“Até ao final do ano, o Governo tem a possibilidade de acabar com a PPP de gestão do Hospital de Braga”, defendeu Catarina Martins, durante uma visita ao mercado municipal daquela cidade, lembrando que o contrato da parceria público-privada (PPP) só acaba a 31 de agosto de 2019, mas pode ser denunciado, pelo Governo, já no final deste ano.

Segundo um despacho publicado em Diário da República, na sexta-feira passada, o Governo decidiu lançar um concurso público para estabelecimento de uma nova PPP para a gestão clínica do Hospital de Braga, agora assegurada pela José de Mello Saúde.

Para a Coordenadora do Bloco de Esquerda, os dinheiros públicos “devem ser concentrados” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na gestão pública. “O setor privado da saúde deve viver com dinheiro privado, não podemos continuar a ter um setor privado da saúde que vive à conta do erário público”, afirmou, acrescentando que “as PPP na saúde são um erro” e que “o Bloco não vai desistir de lutar contra elas”.

Catarina Martins explicou que “não houve nada que os privados trouxessem de melhor” para a gestão dos hospitais e que “o modelo das PPP foi muito lesivo para as contas públicas do país”, alegando que “já não há ninguém que duvide disso”.

Para o Bloco, tem de haver “um debate público e forte" sobre este tema, pois “travar PPP’s, contratualizações em excesso e outras formas de os privados viverem à custa do erário público é matéria essencial para que SNS possa responder a toda a gente”, disse ainda Catarina.

Bloco quer legislação sobre reformas aos 60 anos aprovada antes do próximo OE

Em declarações aos jornalistas, Catarina Martins defendeu também que a legislação para permitir a reforma por inteiro aos 60 anos, a quem começou a trabalhar ainda em criança, deve estar pronta antes da discussão do Orçamento do Estado (OE) para 2018, tratando-se uma medida de “elementar justiça" para com toda uma geração e também “para os jovens de hoje, que querem entrar no mundo do trabalho”.

Durante a visita ao Mercado Municipal, Catarina foi abordada por muitas pessoas com longas carreiras contributivas, mas que continuam sem ter direito à reforma. "Achamos que este pacote específico para vítimas de trabalho infantil, para quem começou a descontar antes dos 15, deve estar pronto o mais rápido possível e antes do Orçamento ", referiu, considerando ainda que esta “é uma medida comportável pela Segurança Social, do ponto de vista financeiro, sem nenhum problema".

Bloco exige combate às práticas "agressivas" da banca no crédito às famílias

Questionada a propósito dos recentes dados do Banco de Portugal, sobre o crescimento do crédito concedido às famílias, Catarina Martins afirmou que "quando há crescimento económico e as pessoas têm algum alívio, os bancos tendem outra vez a impor mecanismos de crédito, às vezes muito agressivos", sublinhou.

"[É necessário] combater as práticas muito agressivas da banca e eu lembro que o Bloco de Esquerda já no passado fez vários projetos precisamente para proteger as famílias destas práticas que têm dado origem a resultados que podem ser devastadores na vida de cada um e de cada uma", afirmou.

Além disso, alegou Catarina Martins, a principal razão para a existência de muito crédito às famílias com pouco dinheiro, em Portugal, tem precisamente a ver com os baixos salários. Por isso, a Coordenadora do Bloco defendeu que a solução passa por uma legislação laboral que fortaleça os salários, "para que o crescimento reverta a favor de quem trabalha".

"A principal forma de distribuir riqueza no país e de garantir que o crescimento económico chega a todos e a todas é valorizar salários e pensões", rematou.

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