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Catarina e Pablo Iglesias no comício internacionalista de Madrid

A conferência “Pontes, não muros” junta este sábado ativistas europeus e norte-americanos. O comício “Nem Trump, nem Le Pen, nem a Grande Coligação” conta com os líderes do Bloco e Podemos.
"Pontes, não Muros" é o lema da conferência promovida pelo GUE/NGL em Madrid,

Catarina Martins irá participar no comício final da 1ª conferência "Pontes, não muros" com o secretário-geral do Podemos, Pablo Iglésias, os eurodeputados Miguel Urbán e Marina Albiol, o escritor Owen Jones, Winnie Wong, ativista do movimento People for Bernie Sanders e Omar Siaouti, porta-voz do Collectif du 19 Mars, de França.

A conferência decorre durante a manhã no Parque Casino de la Reina, em Madrid, com dois fóruns de debate: “Brexit, Trump e a lepenização da política europeia” e “Alternativas às políticas neoliberais e para uma revolução democrática”. Para além dos participantes no comício, são esperadas intervenções de ativistas de movimentos de feministas e contra o racismo e a austeridade, vindos de Itália, Grécia, Polónia, Alemanha e Reino Unido.

O manifesto que lançou esta iniciativa declara-se “contra a xenofobia, o neoliberalismo e o patriarcado” e defende “uma revolução democrática na Europa”. Faz um diagnóstico da “encruzilhada” em que está a Europa 60 anos após a assinatura do Tratado de Roma e ataca a “armadilha” colocada pelas elites europeias “como se não houvesse alternativa entre, por um lado, a UE neoliberal, a Europa Fortaleza e dos mercados e, por outro, os recuos nacional-identitários de tom xenófobo”.

Puentes, No Muros

A alternativa proposta é a de uma Europa que desobedeça aos tratados que impõem a austeridade, combata a islamofobia,  LGBTfobia e todas as discriminações, que faça uma reforma fiscal redistributiva e acabe com os offshores, que legisle a favor dos direitos, serviços públicos e trabalhadores, que construa instituições democráticas que reconheçam a soberania dos povos e impulsione políticas de convergência real a favor das regiões e sujeitos sociais atualmente relegados para segundo plano.

Esta primeira conferência tem o apoio do GUE/NGL, o grupo parlamentar que integra Bloco de Esquerda e PCP no Parlamento Europeu. Entre os subscritores do manifesto estão Noam Chomsky, Susan George, Yanis Varoufakis, Eric Toussaint, Gabriele Zimmer, Xavier Domènech, Michel Husson, Katja Kipping ou Raffaella Bolini. Para além da coordenadora do Bloco, entre os primeiros subscritores do manifesto estão os portugueses Francisco Louçã, Marisa Matias e Ana Paula Canotilho.

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