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Catarina defende investimento na ferrovia para combater crise climática

Numa viagem de comboio desde Alcantarilha, no distrito de Faro, Catarina Martins lembrou que o plano nacional ferroviário proposto em 2016 pelo Bloco tem como objetivo passar de 5% para 40% de passageiros e mercadorias transportadas por ferrovia.
Catarina Martins numa ação sobre a ferrovia em Alcantarilha
Catarina Martins numa ação sobre a ferrovia em Alcantarilha | Foto de Pedro Gomes de Almeida

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, numa viagem de comboio que teve o seu início em Alcantarilha, no município de Silves, começou por dar conta que a região do Algarve, entre as suas cidades, tem muitas movimentações pendulares, “mas não temos sequer uma linha férrea eletrificada”.

No entanto, para Catarina Martins “o problema não é só a eletrificação, os horários também o são, já que não servem a mobilidade das pessoas"  numa região em que a Via do Infante tem portagens e a sua alternativa, a estrada nacional 125, é uma das vias com mais acidentes do país.

“Nós estamos aqui para chamar a atenção para a ferrovia do Algarve, mas também de todo o país, já que a forma mais rápida e eficaz do nosso país cumprir a redução das emissões para atingir as metas de 2030, para respondermos à crise climática, é mesmo a ferrovia”, disse a bloquista.

A coordenadora do Bloco lembrou que o partido “em 2016 apresentou um projeto para o plano nacional ferroviário com o objetivo de deixarmos de ter apenas 5% dos passageiros e mercadorias a circular na ferrovia, que é a realidade do país infelizmente até agora, para passarmos para 40% e se o fizermos tiramos carros, tiramos emissões e poupamos a carteira de toda a gente”.

Questionada pela prestação do Governo nesta área, Catarina Martins afirmou que “temos andado devagar demais, há uma emergência climática e há a responsabilidade do país de reduzir as emissões, para isso precisamos de ferrovia, de ferrovia em todo o país e não só nas áreas metropolitanas”.

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