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Catarina defende compromisso para dotar escolas de pessoal não docente

Em visita à escola Francisco Arruda, a coordenadora do Bloco saudou a tranquilidade da abertura deste ano letivo e defendeu a contratação e vinculação dos funcionários necessários ao funcionamento das escolas.
Foto Steven Governo/Lusa

“A direita está muito nervosa, prometeu o diabo para setembro. Setembro é marcado pelo início do ano letivo, que começou de uma forma muito mais tranquila do que noutros anos”, começou por assinalar Catarina Martins aos jornalistas, à margem da visita à escola Francisco Arruda, em Lisboa.

Mas esta visita, que contou com a participação da deputada Joana Mortágua e do deputado municipal Ricardo Robles, serviu também para chamar a atenção para “um problema que as escolas têm e que é preciso tratar já, que é a falta de pessoal não-docente”. “Por exemplo, na secretaria desta escola deviam trabalhar sete pessoas e só trabalham três. Quer dizer que os professores estão cheios de burocracias e trabalho administrativo. Faltam auxiliares e estão a ser contratados auxiliares como tarefeiros, a ganharem 2.50 euros à hora e a trabalharem quatro horas por dia sem sequer terem direito a subsídio de refeição”, explicou a coordenadora do Bloco.

Para Catarina Martins, é necessário “um compromisso para dotar as escolas de pessoal não-docente de que precisam, com contratos que respeitem as pessoas”.

Questionada pelos jornalistas sobre os avisos de Bruxelas a propósito do próximo Orçamento do Estado e da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, a coordenadora bloquista lembrou que “Bruxelas faz sempre avisos sobre o que ainda não se sabe para tentar pressionar os Orçamentos de Estado”. “Lamento, mas isso é uma história que conhecemos bem demais”; prosseguiu, acrescentando que “sempre que começamos a estudar a necessidade de recuperar salários e pensões”, Bruxelas levanta “o medo” das coisas poderem não correr bem.

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