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Castelo de Paiva: “São necessárias medidas muito expeditas para garantir estes postos de trabalho”

Esta quinta-feira Catarina Martins visitou a zona industrial de Castelo de Paiva, assolada esta semana por um incêndio que pôs em risco 500 postos de trabalho. A coordenadora do Bloco disse que “Portugal não pode perder postos de trabalho nesta altura tão complicada da pandemia da covid-19”.
Foto de Andreia Quartau

Catarina Martins esteve esta quinta-feira na Zona Industrial de Castelo de Paiva onde deflagrou esta semana um incêndio que destruiu várias fábricas, colocando em risco cerca de 500 postos de trabalho. A coordenadora do Bloco de Esquerda, que também esteve reunida com o presidente da Câmara deste município diz serem necessárias medidas “muito expeditas para garantir estes postos de trabalho”.

Catarina Martins recordou as medidas implementadas após os incêndios de 2017, que conseguiram recuperar e manter postos de trabalho após a catástrofe que assolou o concelho e a região. "Precisamos agora de um programa desse género, muito rapidamente” sublinhou a coordenadora do Bloco.

“Portugal não pode perder postos de trabalho nesta altura tão complicada da pandemia da covid-19, e um concelho do interior como Castelo de Paiva não pode perder postos de trabalho”. No imediato, Catarina Martins defende que é necessário apoio público para recompor as empresas, com garantias de manutenção dos postos de trabalho no futuro. Este apoio deverá assegurar os salários dos trabalhadores e trabalhadoras, “sem prejuízo de outras linhas de crédito que devem existir para os espaços e equipamentos".

Bloco disponível para encontrar soluções que protejam o emprego e os serviços públicos

Questionada sobre a reunião com o primeiro-ministro que teve lugar no dia anterior, Catarina Martins disse que “o Bloco está empenhado em encontrar soluções para o país”. Estas deverão “responder a quem perdeu o emprego e reforçar os serviços públicos, desde logo o Serviço Nacional de Saúde”.

A coordenadora do Bloco falou sobre a crise económica e social grave que o país vive, aprofundada pela perspectiva de não haver uma retoma da actividade normal neste Verão. Para ir ao encontro deste problema o Bloco defende que o “Estado precisa de ter mecanismos para responder às pessoas”. É preciso que o SNS possa continuar a responder a uma pandemia que se prolonga, ao mesmo tempo que é necessária uma Segurança Social com os meios necessários para “acudir à crise social”.

Falando do Orçamento de Estado para 2021, a coordenadora do Bloco diz que essa é uma discussão mais “estrutural”, direcionada para a recuperação do país, dos serviços públicos, com medidas “inovadoras, fortes e robustas” para apoiar quem perdeu emprego no país.

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