Estes dois dias de greve juntam-se aos onze já efetuados este ano pelos trabalhadores. A greve decorre nos dias 30 e 31 de outubro e os trabalhadores vão concentrar-se à porta do Casino no primeiro dia da paralisação a partir das 17h30.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, a empresa que gere o Casino de Chaves, a Solverde, fez saber que vai pagar os feriados a 200% e que vai aumentar alguns trabalhadores, contudo, “para além de não haver nada de oficial, são valores insuficientes, pelo que a greve se mantém” refere a estrutura sindical.
A maioria dos trabalhadores recebe apenas o salário mínimo nacional e a Solverde não paga subsídio noturno nem subsídio de turno aos trabalhadores do jogo que trabalham por turnos e aos sábados e domingos.
Além de reclamarem aumentos salariais e melhores condições de trabalho, os trabalhadores do Casino de Chaves lutam também pela atualização do subsídio de alimentação, pagamento de subsídio de turno, atualização do prémio de línguas, atualização do abono de falhas, pagamento do trabalho em dia feriado com um acréscimo de 200%, redução do horário de trabalho para as 35 horas, 25 dias úteis de férias, valorização das carreiras profissionais, respeito pelos direitos dos trabalhadores, direito ao diálogo e à negociação e pela celebração de um acordo de empresa.
O Grupo Solverde, da família Violas, integra quatro hotéis bem como os Casinos de Chaves, Espinho, Vilamoura, Monte Gordo e Algarve.