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A carta engenhosa de uma mulher que lutou pelo direito ao voto

Na carta enviada ao Daily Telegraph a 26 de fevereiro de 1913, Bertha Brewster sublinhava que só existiam duas formas de acabar com os “incómodos” causados pelas sufragistas: “matar todas as mulheres do Reino Unido” ou “dar às mulheres o direito a votar”. Artigo de Principia Marsupia.

As mulheres britânicas reclamavam há décadas o direito ao voto, mas os panfletos, as petições ao Parlamento e as concentrações pacíficas tinham servido para pouco.

Farta de protestos pacíficos que não chegavam a lado nenhum, Emmeline Pankhurst fundou em 1903 a União Social e Política das Mulheres. “Atos, não palavras” foi o slogan eleito para a organização.

As sufragistas acorrentaram-se à entrada de Buckingham Palace, queimaram caixas de correio, arrasaram hipódromos e campos de cricket, lugares tradicionais de reunião da aristocracia.

Mais de um milhar de mulheres passaram pelas prisões. Uma vez presas, entravam em greve de fome. As autoridades, aterrorizadas com a possibilidade de que alguma morresse e se convertesse em mártir do movimento sufragista, acabaram por conceder a liberdade a muitas delas. Emmeline Pankhurst entrou e saiu 11 vezes da prisão.

As novas táticas de protesto funcionaram: as ações das sufragistas incomodaram muita gente, e isso levou, precisamente, a que o direito feminino ao voto entrasse efetivamente no debate público.

“Como chegar a uma solução?” Uma sufragista chamada Bertha Brewster propôs esta hábil solução na carta ao Daily Telegraph, a 26 de fevereiro de 1913:

Estimado senhor,

Todos parecem estar de acordo sobre a necessidade de acabar com os problemas causados pelas sufragistas; mas ninguém tem um plano concreto para consegui-lo.

Há duas (somente duas) formas de o fazer. Ambas seriam efetivas.

1) Matar todas as mulheres do Reino Unido

2) Dar às mulheres o direito a votar

Sinceramente sua,

Bertha Brewster.

Artigo publicado em http://www.principiamarsupia.com/2016/09/07/la-ingeniosa-carta-de-una-mu...

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