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Carta Aberta dos trabalhadores do Call Center da Randstad em Coimbra à NOS

Subscritores da carta pedem à NOS que os ajude a esclarecer a Randstad que “não pode utilizar uma marca de confiança para aprofundar a exploração, a precariedade, o medo de perder o emprego”.
Imagem da página do facebook Tás Logado do STCC
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Trabalhadoras e trabalhadores do Call Center da Randstad em Coimbra, atualmente em teletrabalho, escreveram uma carta aberta ao Administrador/CEO da NOS, Miguel Nuno Santos Almeida, que está a ser divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Call Centers (STCC). Naquele call center, administrado pela Randstad, trabalham desde sempre para a NOS e lutam há muito tempo contra a precariedade e os baixos salários.

Na carta aberta lembram que há mais de um ano estão num “processo de luta e reivindicação com a empresa Randstad, pelas mais variadas razões”: “a retirada unilateral do prémio no valor de 200 euros mensais que há anos fazia parte do nosso rendimento fixo mensal”, “disparidades nos subsídios de alimentação entre antigos e novos trabalhadores”, “transparência (ou falta dela) na contabilização e pagamento de prémios/comissões”, “despedimentos por “caducidade” (que se intensificaram exactamente neste último ano)”…

E, no documento, expõem duas razões para a carta aberta. Em primeiro lugar, querem saber se a Randstad está a dizer a verdade e perguntam: “Será possível que uma empresa como a NOS, com o nível de faturação e lucros atuais que tem, tenha de solicitar à Randstad o corte unilateral a umas poucas dezenas de trabalhadores dum prémio que para as duas empresas, NOS e Randstad, não passam de meros “trocos”, mas que para nós trabalhadores é uma parte importantíssima dos nossos rendimentos? Dos nossos e das nossas famílias?”

E interrogam em seguida: “Ou por outro lado, será que a Randstad e outras empresas como esta, apenas sejam contratadas pela NOS exatamente para que a NOS possa manter a ‘face lavada’?” E, expressam votos que assim não seja.

Em segundo lugar, pedem ajuda ao administrador da NOS para que os “ajude a esclarecer a Randstad que não pode utilizar uma marca de confiança para aprofundar a exploração, a precariedade, o medo de perder o emprego”.

“Pedimos que nos ajudem perante a Randstad a sermos tratados com justiça, como os seres humanos que somos e não como simples números, descartáveis e substituíveis a qualquer momento. Pedimos que pelo menos a NOS fale connosco de forma franca e honesta”, escrevem os trabalhadores do call center de Coimbra da Randstad ao serviço da NOS.

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