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Carla Castelo quer proteção do ambiente e transparência para “evoluir Oeiras”

A cabeça de lista da coligação quer “acabar com este ciclo de betão e alcatrão em Oeiras” e implementar um “mudança consciente” face a um modelo de desenvolvimento “anacrónico e que vai contra o interesse público”. Catarina Martins salienta “uma convergência de programa muito importante” em torno destas ideias.
Catarina Martins e Carla Castelo em Oeiras.
Catarina Martins e Carla Castelo em Oeiras.

A cabeça de lista da coligação “Evoluir Oeiras”, Carla Castelo, contou com a presença de Catarina Martins este sábado em apoio à sua candidatura. A candidata explicou que concorre contra “um modelo de desenvolvimento que é anacrónico e que vai contra o interesse público” e como alternativa a alguém que está “há mais de trinta anos no poder, que é uma pessoa que está muito apegada ao poder e que tem uma resistência enorme em cumprir as regras democráticas”.

Exemplo dessa relutância em cumprir regras são as sucessivas queixas que a coligação Evoluir Oeiras tem feito à Comissão Nacional de Eleições “e que, em todas elas, nos foi dada razão, mesmo com recursos de Isaltino Morais para o Tribunal Constitucional, este não lhe deu razão”.

Carla Castelo denuncia que se vive em Oeiras “de muita propaganda” com rios de dinheiro gastos “em avenças com pessoas que fazem reforço nas redes sociais” e “em utilização dos meios próprios da Câmara para benefício do autarca re-candidato”.

Mas há uma coligação que junta também cidadãos independentes que pretende “trazer mais ética para a política local, mais transparência, mais preservação do ambiente, menos desigualdades sociais, porque neste concelho” de forma a “acabar com este ciclo de betão e alcatrão em Oeiras”. O objetivo fazer uma “mudança consciente, que represente justiça intergeracional”. Por isso, as causas do ambiente ganham destaque. “Não podemos continuar a fazer o mesmo: a dependência do automóvel particular, de um modelo que é assente na permeabilização dos solos, em mais construção, em especulação imobiliária.

Transparência contra a “política de betão”

Catarina Martins realçou igualmente a continuidade da “política de betão” em Oeiras, de “opções que ninguém compreende” e de “gastar dinheiro em coisas que não servem a população ao mesmo tempo que as opções fundamentais da enorme desigualdade do concelho, as questões fundamentais do nosso ambientais e climáticas são completamente esquecidas”.

A coordenadora do Bloco saudou o trabalho do movimento que deu origem a esta candidatura, nomeadamente de Carla Castelo que “tem sido incansável”. Por será importante “levar esta oposição a Isaltino que tem sido movimento de cidadania para uma oposição com representação na Câmara Municipal de Oeiras”.

O Bloco pensa que a candidatura traduz “uma convergência de programa muito importante” que se faz ver nas suas bandeiras principais: combater as desigualdades sociais, lutar por um concelho onde haja habitação, transportes e em que as decisões tenham transparência.

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