Candidaturas bloquistas pela despoluição do rio Leça

03 de September 2017 - 22:00

As candidaturas do Bloco às Câmaras Municipais de Valongo, Maia e Matosinhos denunciaram a poluição do rio e o abandono das suas margens.

PARTILHAR
Iniciativa pela despoluição do Leça.

Candidatos e aderentes do Bloco de Esquerda das concelhias de Valongo, Maia e Matosinhos, acompanhados da deputada à Assembleia da Republica Maria Manuel Rola, percorreram este sábado vários locais do Rio Leça ao longo dos seus concelhos e constataram a poluição do rio e o abandono das suas margens.

A iniciativa conjunta anunciou o compromisso dos candidatos nos diferentes municípios em “propor medidas no sentido da criação de uma Comissão Intermunicipal, que conjuntamente com a Agência Portuguesa do Ambiente resolva de forma consistente este problema”.

Lembrando que apesar de todo o dinheiro gasto em “ações parcelares de construção de ETARES e adutores”, a água do Leça ainda está longe de ser limpa e despoluída, os candidatos dizem que “basta percorrê-lo para nos apercebermos de descargas e escorrências permanentes que conspurcam as águas e as margens”.


A iniciativa pela despoluição do Leça contou coma presença dos candidatos Silvestre Pereira (Maia), Ferreira dos Santos (Matosinhos) e Nuno Monteiro (Valongo).

“Não vale a pena e é um desperdício a construção de parques e de passadiços para usufruto dos cidadãos enquanto o rio estiver poluído e com um cheiro nauseabundo, com descargas poluentes como a que se verificou há poucos dias nas traseiras da Lionesa e que levou à intervenção de técnicos da câmara”, refere uma nota divulgada após a sessão pública organozada na zona da Pote da Pedra, em Leça do Balio.

Os candidatos bloquistas defendem também que “é necessário investigar e responsabilizar quem provoca estas situações e penalizá-los de forma exemplar”, sublinhando também o efeito negativo que a poluição do Leça provoca no mar, e em particular nas praias do concelho de Matosinhos.

“O rio Leça é pertença de todos e não pode ser irresponsavelmente destruído por alguns a todos compete a sua conservação”, conclui a nota.