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Candidato do Chega disparou contra suecos em Moura

Segundo a PJ, o candidato foi detido sob a acusação de crime de homicídio na forma tentada, contra um casal de cidadãos suecos e sete filhos menores. Entretanto, o “Expresso” divulgou que a advogada do candidato do Chega encabeçou a mesma lista daquele partido.
Partido de extrema-direita "Chega" - imagem wikipedia
Partido de extrema-direita "Chega" - imagem wikipedia

Segundo o “Diário de Notícias”, um homem foi detido este sábado, por ter disparado contra uma família sueca no concelho de Moura, “aparentemente por ódio racial”. O homem do casal é um imigrante de origem africana.

De acordo com o jornal, o detido é um comerciante que se candidatou pelo partido de extrema-direita Chega à freguesia da Póvoa de S.Miguel, no concelho de Moura, que é considerada um bastião daquele partido.

Na sequência de uma discussão entre o candidato do Chega e o homem sueco, aparentemente sobre questões de imigração e subsídios, a família, constituída pelo casal e por sete filhos com idades entre os três meses e os 11 anos, abandonou o local num "veículo de passageiros, adaptado a caravana”, que foi "atingido com disparos de arma de fogo".

Segundo a PJ, a agressão ocorreu na tarde do passado dia 8 de outubro e foi "perpetrada na sequência de contenda ocorrida momentos antes, aparentemente determinada por ódio racial".

"Após a altercação com o elemento do género masculino do casal, o suspeito perseguiu a viatura onde seguiam as vítimas, executando o crime assim que se mostrou oportunidade", refere a PJ.

O candidato do Chega, após a agressão, "abandonou o local" e esforçou-se por "ocultar das autoridades objetos e veículos utilizados" na sua execução, refere a PJ. E, acrescenta que, na sequência de "trabalho de investigação", foram "recolhidos relevantes elementos probatórios que conduziram à cabal identificação do suspeito e ditaram a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito".

O Ministério Público de Moura levou o candidato do Chega a tribunal, tendo sido libertado com termo de identidade e residência.

Entretanto, o “Expresso” divulgou, cerca das 20h deste sábado, que o autor dos disparos é Vítor Ramalho, empresário agrícola e dono de uma vacaria, que estava em terceiro lugar na lista do partido de André Ventura às eleições autárquicas para a freguesia de Póvoa de São Miguel, no concelho de Moura.

O jornal deu também a conhecer que a advogada de Vítor Ramalho é Cristina Costa, “advogada e amiga” do acusado, e que encabeçou a mesma lista autárquica do Chega.

Notícia atualizada às 21h45 de 16 de outubro de 2021

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