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Candidato do Bloco à Câmara do Porto quer mais 5.000 habitações municipais até 2025

A criação de um observatório social e de 30 equipas multidisciplinares de intervenção comunitária são outras das propostas que integram o manifesto eleitoral apresentado esta quarta-feira. Direito à habitação e combate à pobreza são prioridade para Sérgio Aires.
Sérgio Aires, candidato do Bloco à Câmara Municipal do Porto. Foto de Fernando Veludo, Lusa.
Sérgio Aires, candidato do Bloco à Câmara Municipal do Porto. Foto de Fernando Veludo, Lusa.

“Estamos ainda a construir o nosso programa de forma consolidada e participativa, mas estas são algumas das bandeiras”, explicou Sérgio Aires.

O candidato pelo Bloco à Câmara do Porto afirmou ser “urgente” reabilitar e construir habitação pública, exercer o direito de preferência “com critério” e regular “fortemente o alojamento local”. Um dos objetivos da candidatura passa por, até 2025, ter 13% do total da habitação da cidade municipal, o que “implica a reabilitação ou construção de mais cinco mil casas”.

“O atual executivo dirigido por Rui Moreira acha que 9% de casas camarárias, no conjunto de todas as habitações da cidade, é demasiado só porque está acima da média nacional. Não é”, frisou Sérgio Aires, citado pela agência Lusa.

O combate à pobreza e desigualdades é outra das bandeiras do Bloco, que propõe a criação de um observatório social, “uma estrutura participativa e autónoma de análise que inclua todos”, e um plano municipal de prevenção e combate à pobreza que conte com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do novo quadro comunitário da União Europeia.

No manifesto é ainda prevista a construção de pelo menos 30 equipas técnicas multidisciplinares de intervenção comunitária para darem resposta às necessidades dos bairros de habitação camarária. “Os bairros no Porto estão entregues a si próprios”, a “falta de capacidade local” tem de mudar, apontou Sérgio Alves.

No que respeita aos espaços verdes, Sérgio Aires destacou a necessidade de se “arborizar pelo menos 35% das ruas da cidade do Porto, garantir que mais de 17 mil árvores são públicas” e de triplicar o número de hortas urbanas, para 40.

O Bloco defende ainda que “uma cidade diversa garante modos suaves e prioriza o transporte público”. Para tal, propõe, entre outras medidas, a extensão dos corredores de BUS e a implementação de uma rede de facto ciclável, integrada e com fluxos favoráveis a este meio de deslocação; a construção de parques de estacionamento públicos na entrada da cidade e próximo dos transportes públicos; e a limitação da velocidade a 30 km/h.

No que respeita ao combate às alterações climáticas, o manifesto prevê a criação de uma rede de monitorização climática à escala municipal, a instalação de painéis informativos sobre a qualidade do ar e a dinamização das redes de participação cidadã para “ajustar as respostas às necessidades das pessoas”.

Sobre participação democrática, Sérgio Aires assinalou ser fundamental apoiar as coletividades, associações e agentes culturais “sem paternalismos ou asfixia”.

“Há tanto a fazer, pela cidade toda. Há tanto a fazer para uma cidade justa e diversa“, acrescentou o candidato do Bloco.

A atual deputada municipal e cabeça de lista à Assembleia Municipal do Porto, destacou o trabalho levado a cabo nos últimos quatro anos pelo partido, salientando, no entanto, que “há ainda muito a fazer” e que este é “um balanço em construção”. Susana Constante Pereira teceu ainda duras críticas a Rui Moreira e Manuel Pizarro.

Na apresentação do manifesto da candidatura autárquica do Bloco no Porto este ainda presente o seu mandatário, o ator Mário Moutinho.

 

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Termos relacionados Autárquicas 2021, Política
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