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Call centers da EDP em greve

Nova greve dos trabalhadores da Randstad (call centers da EDP) contra a precariedade, por uma nova "legislação laboral” e por aumentos salariais de um euro por dia. Administração propõe um euro por mês.
Posters nas costas dos trabalhadores do call centre da EDP em greve.
Trabalhadores do call centre da EDP em greve.

Os trabalhadores call centers da EDP convocaram hoje uma greve pelo fim da precariedade e a utilização pela EDP da falsa prestação de serviços, pois são contratados em regime de outsourcing pela Randstad. Exigem, por isso ao governo as “necessárias alterações à legislação laboral”. Além disso, reivindicam um aumento salarial de um euro por dia: estiveram quatro anos sem qualquer aumento e a Randstad propõe-lhes agora o aumento de um euro por mês.

Os trabalhadores dos call centers da EDP fizeram hoje uma concentração em frente à sede da EDP, na Avenida 24 de Julho, onde entregaram uma moção à administração da empresa. Dirigiram-se depois à Assembleia da República, onde também entregaram uma moção durante a sessão plenária do parlamento. Estes trabalhadores já fizeram greves a 25 e 26 de julho, 20 e 21 de junho e 4 de janeiro de 2016 e em 24 e 31 de dezembro de 2015.

Ana Romão, dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), declarou em junho passado ao Notícias ao Minuto que "quer a Randstad quer a EDP, triplicaram os lucros mas distribuem-nos pelos acionistas. O último aumento salarial [dos trabalhadores dos call centres] foi em 2012, de cerca de oito euros. Desde aí, temos reivindicado aumentos salariais de um euro por dia. Estamos aqui pela dignidade e contra a precariedade. Salários a rondar o rendimento mínimo não são dignos para viver e construir família".

Em baixo pode ver uma reportagem em vídeo feita na última concentração dos trabalhadores, em junho passado.

Greve de trabalhadores do call centre da EDP

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