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Caldas da Rainha: Ativistas da Greve Climática alvo de “perseguição política”

Os jovens ambientalistas, notificados pela Câmara das Caldas da Rainha devido à pintura de um mural pela requalificação da linha ferroviária do Oeste, questionam se a autarquia, em vez de estar comprometida com a resolução da crise climática, prefere perseguir ativistas que procuram fazer-lhe face.
Fotos da Greve Climática.

Em comunicado, o movimento Greve Climática das Caldas da Rainha explica que a pintura de um mural foi a solução criativa encontrada para colocar o tema da crise climática no centro da agenda pública e mediática.

“Foi neste espírito que pintámos um mural colaborativo com uma artista - com o intuito de exigir a requalificação da linha ferroviária do Oeste. Conhecemos o problema de forma presente, insistente no dia-a-dia dos e das caldenses e vemos neste modo de mobilidade um eixo central para a resolução da crise climática e para a promoção da coesão social”, lê-se no documento.

Os ativistas referem que o mural “foi pintado em concordância com o proprietário que viu justiça na exigência política”. “No entanto, fomos notificados pela CM das Caldas de que poderia incidir uma coima de elevado valor financeiro sobre o mesmo devido às normas urbanísticas e paisagísticas, ficando, assim, a imagem a depender da aprovação da Câmara Municipal”, adiantam.

“A acusação de que a nossa obra ‘não configura uma mera mensagem de propaganda, mas a alteração da fachada de um prédio’ (que se encontrava bastante degradada) é, para o Presidente Tinta Ferreira, grave o suficiente para ameaçar coimar o proprietário com uma prontidão imensa”, apontam.

Os jovens ambientalistas lamentam que não haja a “mesma urgência e disponibilidade para responder à crise de mobilidade que há no Oeste”. “Pelo contrário, há pro-atividade para coimar mensagens que exigem a resposta a esta crise”, frisam.

E questionam: “É este o compromisso das Caldas da Rainha? Não com a resolução da crise climática mas com a perseguição de ativistas que procuram fazer-lhe face, com as ferramentas que têm à sua disposição?”.

O movimento Greve Climática das Caldas da Rainha garante que não esqueceu “os direitos conquistados pela liberdade política, que não pode ser silenciada por manobras burocráticas”.

“Vamos ao que interessa: Pelas pessoas, pelo trabalho, pelo planeta, requalificação da Linha do Oeste, já”, remata.

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