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“Caíram as máscaras a PS, PSD e CDS sobre a contagem do tempo de serviço dos professores”

Os votos de PS, PSD e CDS juntaram-se para chumbar a proposta de contagem integral do tempo de serviço dos professores. Joana Mortágua afirmou no plenário que “caíram as máscaras” a estes partidos que foram incongruentes por manobras eleitoralistas.

Depois do recuo anunciado da direita, a votação do texto acordado na Comissão de Educação foi a esperada. Com a abstenção do PAN, os votos de CDS e PSD somaram-se aos do PS para chumbar a proposta de contagem integral do tempo de serviço dos professores. As propostas de condicionar esta contagem ao “crescimento económico” e que a inviabilizavam na prática, foram, por sua vez, chumbadas pela esquerda.

“Caíram as máscaras”, assim sintetizou Joana Mortágua esta votação. Depois dos números do governo terem sido “desmascarados pela UTAO” e provado que está que “afinal não há nenhum risco de insustentabilidade financeira para o país”, as máscaras a que se referia eram as adotadas pelo PS, PSD e CDS.

A deputada bloquista sustentou que, à “manobra eleitoral à custa dos professores” feita pelo Partido Socialista devido à “ambição desmedida de uma maioria absoluta”, se somou uma “artimanha da direita” em busca dos votos dos professores.

No final, ao contrário do Bloco que defendeu os interesses dos professores “sem piruetas nem troikas”, estas forças políticas foram incongruentes. O PS porque votou contra “os travões orçamentais que disse serem necessários” e o PSD e CDS porque votaram contra a contagem de tempo de serviço que disseram “ser de justiça”. A direita recuou e quis “esconder esse recuo por detrás de um visto da esquerda para a revisão da carreira docente” e da “introdução de critérios que impediriam a futura negocial do tempo integral dos professores”. Para Joana Mortágua, as propostas de clausulas de salvaguarda para a contagem do tempo de serviço dos professores equivaleriam a “voltar a trazer a troika pela porta do cavalo”.

A deputada anunciou ainda em declaração de voto que “a esquerda não vai desistir de lutar pela contagem integral da carreira dos professores em igualdade com os professores dos Açores e da Madeira” nem da contagem do tempo de serviço das carreiras especiais em igualdade com as carreiras gerais.

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