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Bruxelas faz chantagem com próximo Orçamento

A ameaça de suspensão dos fundos europeus pelo incumprimento do défice em 2015 depende agora do Orçamento de Estado para 2017, confessou esta terça-feira o comissário europeu Valdis Dombrovskis.
Dombrovskis conhfessou que a ameaça de suspensão dos fundos europeus pelo incumprimento do défice em 2015 depende agora do Orçamento de Estado para 2017
Dombrovskis conhfessou que a ameaça de suspensão dos fundos europeus pelo incumprimento do défice em 2015 depende agora do Orçamento de Estado para 2017

"Relativamente à suspensão parcial de fundos estruturais e de investimento para Espanha e Portugal, que está atualmente a ser discutida também entre Comissão e Parlamento Europeu, dependerá em larga medida das propostas de Orçamento de Espanha e Portugal para o próximo ano", afirmou em conferência de imprensa Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, responsável pelo euro. Dombrovskis falava no final de uma reunião de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) e acrescentou que dependia, designadamente, "se esses orçamentos estão em linha com as decisões do Conselho para a correção do défice excessivo".

Segundo a Lusa, Dombrovskis insistiu que espera que "os Estados-membros apresentem esboços de planos orçamentais que estejam em linha com as decisões do Conselho sobre a correção dos défices excessivos". O comissário não se referiu às regras sobre superavit excessivo que a Alemanha consecutivamente viola e que nunca têm sequer qualquer referência por parte da Comissão Europeia.

O ministro das Finanças da Eslováquia, país que preside neste semestre ao Conselho da UE, acrescentou, referindo-se a possíveis sanções devido supostamente ao que se passou em 2015: "O mais importante em todo este processo iniciado em julho é ver ação efetiva por parte de Espanha e Portugal, e acredito que este é o nosso objetivo comum partilhado".

De salientar, que o Ecofin voltou a atacar a Grécia nesta sua reunião: os ministros decidiram reduzir o montante da tranche que os gregos deveriam receber de 2.800 milhões de euros para 1.100 milhões. Na reunião do Ecofin, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, foi de novo o grande opositor da Grécia, opondo-se à entrega do montante do compromisso. O Eurogrupo exigiu ainda à Grécia novas medidas sobre privatizações e mercado de energia.

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