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Bruxelas arrepende-se de não ter imposto privatização da Caixa Geral de Depósitos

Relatório da Comissão Europeia identifica a não privatização da Caixa Geral de Depósitos como uma dos erros do memorando da troika. Bruxelas voltou a propor privatização do banco público nas negociações da recapitalização.

Num relatório de pós avaliação à intervenção da troika em Portugal, da autoria da Direção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, a não privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é apontada como uma das insuficiências do memorando.

 

“No caso da CGD, uma otimização mais profunda do banco possivelmente acompanhada por passos concretos em direção à sua privatização total, poderiam ter ajudado a reduzir os riscos contingentes para o Estado e fortalecer a concorrência no setor bancário”, entende a Comissão Europeia no relatório agora divulgado.

 

Segundo o Observador, a instituição europeia que integrou a troika deixa ainda críticas ao papel de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, sublinhado que uma “supervisão mais enérgica podia ter feito a diferença” no setor bancário, referindo-se concretamente às falências do BES e do Banif.

 

No decorrer das negociações da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, a Comissão Europeia voltou a sugerir a privatização do banco público, o que foi rejeitado pelo Governo português. A organização liderada por Jean-Claude Juncker acabaria por ceder e aceitar a injeção de capital sem mexer no estatuto integralmente estatal do banco.
 

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