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Braga: Alexandra Vieira quer mais habitação pública para baixar rendas

Com o preço das rendas de casa a disparar para “valores exorbitantes” nos últimos anos, a candidata bloquista quer “tornar a habitação uma prioridade” do município. E defende a construção de duas novas residências universitárias na cidade.
Alexandra Vieira
Alexandra Vieira na Rádio Universidade do Minho. Foto RUM/Facebook

Em declarações à agência Lusa, a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Braga diz que são as famílias de “médio rendimento” as que mais sofreram com a subida do preço das rendas devido à escassez de oferta de residências universitárias e da fixação na cidade de “milhares” de pessoas de outras localidades do país e do estrangeiro. Por exemplo, se há quatro anos se podia arrendar um T2 por 380 euros, agora “muito dificilmente se situa abaixo dos 600, 650, 700 ou mais”.

Alexandra Vieira critica o executivo municipal de Ricardo Rio por ter ignorado o problema da carência de habitação nos seus mandatos. “Ricardo Rio sempre o negou, até que se tornou impossível de negar, com a Estratégia Municipal de Habitação [elaborada este ano e indispensável para o município beneficiar do apoio governamental ao abrigo do programa 1.º Direito]”, afirmou.

Para a candidata bloquista, “há que tornar a habitação uma prioridade e lançar mão de todos os instrumentos financeiros para construir habitação pública” e com especial atenção à eficiência energética dos edifícios.  Para isso, a Câmara bracarense deve reabilitar património público para habitação e adquirir casas devolutas na cidade.

Para que Braga consiga alcançar a média nacional de habitação pública - 2% do total de habitações, um número muito aquém da média europeia - Alexandra Vieira propõe que “a BragaHabit possa adquirir ou reabilitar mais 1.200 fogos para disponibilizar já para habitação pública”. Atualmente, a empresa detém cerca de 600 fogos, o que corresponde a 0,7% do total existente no concelho.

Criar duas residências universitárias e transportes públicos gratuitos para estudantes

A candidatura do Bloco reuniu com a Associação Académica da Universidade do Minho e o tema das dificuldades do alojamento estudantil foi um dos pontos em cima da mesa.

Alexandra Vieira propõe a criação de duas residências universitárias - na antiga escola D. Luís de Castro e no antigo centro de recrutamento de Braga - e critica a opção da Câmara por escolher a fábrica Confiança para acolher a residência. “Criar mais 600 camas num local já densamente povoado, sem condições urbanísticas para suportar esta sobrecarga, vai agravar os problemas que já existem naquela zona de S. Victor, em especial o trânsito”, apontou a candidata, acrescentando que essa escolha retira a possibilidade de aproveitar a fábrica como um espaço “com excelente potencial cultural e lúdico, um local que deveria conter a memória industrial de Braga”.

Os problemas de segurança sentidos pelos estudantes do campus de Gualtar foram outro dos temas da reunião, com a candidata a afirmar que podem ser minorados com o aumento da iluminação pública e da presença humana na zona. E houve acordo sobre as respostas para a mobilidade dos estudantes em Braga, como a criação de um sistema de partilha de bicicletas elétricas, a criação de circuitos pedonais seguros entre o campus e o centro, ou a gratuitidade dos transportes públicos para os estudantes da Universidade.

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