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Bombardeamento saudita mata 100 presos no Iémen

A coligação internacional liderada pela Arábia Saudita bombardeou este domingo uma prisão gerida pelas forças rebeldes Houthis na província de Dhamar. A organização humanitária Crescente Vermelho refere a existência de mais de cem mortos e dezenas de feridos.
Foto YAHYA ARHAB. EPA/Lusa.

Um centro de detenção com cerca de 170 detidos, situado na província de Dhamar, no sudoeste do país, foi alvo de um bombardeamento pela força área da coligação liderada pela Arábia Saudita.

Segundo o que Franz Rauchenstein, da delegação do Iémen da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, afirmou à Reuters que “pode-se presumir com segurança que mais de cem pessoas foram mortas”.

O Crescente Vermelho no local confirmou até agora que os seis ataques aéreos fizeram pelo menos 86 mortos e 40 feridos. Apesar dos trabalhos nos escombros demorarem vários dias, esta organização humanitária acrescenta que presume que os detidos até agora não encontrados terão também sido mortos na sequência dos ataques sauditas.

Oficialmente, a coligação saudita diz que atingiu um armazém de drones e mísseis, informação desmentida quer pelo Crescente Vermelho, quer pelo gabinete do Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU para o país. Por sua vez os Houthis dizem que os detidos eram combatentes das forças do governo apoiado pelos sauditas. Porém, segundo a Associated Press, no Centro de Detenção também estarão residentes locais críticos dos Houthis. Já Rauchenstein, da delegação da CV, à Reuters, assegura que “os prisioneiros nessas instalações eram prisioneiros que já tínhamos visitado relacionados com o conflito”.

O gabinete do Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU no Iémen espera que haja um inquérito ao sucedido por parte da “coligação”.

Não é a primeira vez que um ataque aéreo saudita a instalações não militares faz vítimas. Desde o início do conflito com os Houthis, as notícias de bombardeamentos sauditas têm sido várias.

As forças leais ao governo “oficial” têm estado nos últimos dias divididas com os independentistas do sul, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, a entrarem em conflito com o resto das forças apoiadas pela Arábia Saudita.

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