O atual ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintrab, declarou na quinta-feira, 25 de abril, à noite que quer “descentralizar” investimento no ensino de Filosofia e Sociologia para “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina”. Weintrab foi mesmo mais longe, questionando e respondendo: “Pode estudar filosofia? Pode, (mas) com dinheiro próprio”.
A ameaça do ministro foi totalmente apoiada pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que nesta sexta-feira escreveu no twitter: “A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta”.
A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 26 de abril de 2019
Reagindo aos tweets de Bolsonaro, Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência do Brasil e líder do MTST (Movimento dos Trabalahdores Sem Teto), respondeu também no twitter: “O fato de Bolsonaro ser incapaz de formular 3 frases seguidas com nexo não lhe dá o direito de privar milhões de jovens que desejem estudar Ciências Humanas”.
E acrescentou:
Bolsonaro e seu ministro da Educação defenderam reduzir as vagas nos cursos da Ciências Humanas, alegando que são "elitizados". Além do desconhecimento em relação ao público desses cursos, a declaração revela uma aversão ao pensamento crítico.
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) 26 de abril de 2019
A Revista Fórum lembra que Bolsonaro e os filhos são doutrinados pelo pretenso “filósofo” Olavo Carvalho, que “deu aulas de astrologia” e defende absurdos como Obama ser um candidato da Al-Qaeda ou bater em crianças menores é pedagógico1 e pretendem acabar com os cursos de Filosofia e Sociologia, começando por cortar o seu financiamento.
Nota:
1 Citação de Os monstros que moravam no armário de Francisco Louçã