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Bloco/Santarém critica posição da autarquia sobre as touradas

O partido acusa o executivo municipal de “ignorar a contestação social" contra as touradas em Santarém e “desinvestir na cultura local e nos artistas da região”.
Manifestação no Cartaxo 23.08.19
Manifestação no Cartaxo 23.08.19 / Foto de Santarém Sem Touradas - Pelo animais | Facebook

No passado dia 23 de novembro, o executivo municipal do concelho de Santarém, liderado pelo PSD, aprovou a moção intitulada “Pela Liberdade de acesso aos Espetáculos de Cultura Popular Portuguesa”, que tem como objetivo considerar a “tauromaquia como dinamizador cultural, económico e social da região”.

A moção também menciona que “proibir os menores de 18 anos de assistirem e participarem em espetáculos taurinos é querer apagar da memória das novas gerações uma parte da história e Cultura Popular Portuguesa”.

Em comunicado, a Comissão Coordenadora Concelhia (CCC) de Santarém “discorda totalmente do conteúdo” da moção. Considera que “as atividades tauromáquicas devem tender para o desaparecimento, como fruto da evolução do pensamento humano e que se deve procurar a concretização do bem-estar animal”.

Para o Bloco, o executivo municipal “tem a responsabilidade de garantir o bem-estar animal, assim como de sensibilizar a população para uma relação diferente com todos os animais, no sentido positivo”.

O partido acusa o executivo PSD de “financiar com dinheiro dos contribuintes esta atividade; incentivar de todas as formas possíveis esta atividade (como é o exemplo esta moção); ignorar a contestação social que tem havido contra as touradas em Santarém (quatro manifestações nos últimos dois anos) e no resto do país; desinvestir na cultura local, nos artistas da região, sejam ligados ao teatro, à música, à pintura, à dança e a outras atividades culturais, que tantas dificuldades passam nesta altura de pandemia, e que não tiveram qualquer tipo de apoio por parte do executivo”.

“A concelhia de Santarém vai continuar a fazer oposição à Câmara Municipal”

Em declarações ao Esquerda Net, Francisco Cordeiro, da concelhia bloquista de Santarém, refere que esta estrutura “vai continuar a fazer oposição à Câmara Municipal, nomeadamente em relação às decisões de oferecer dinheiro à empresa que organiza as touradas (20 mil euros em 2019 e pelo menos 5 mil euros em 2020), à falta de investimento no canil/gatil municipal (nem sequer se candidataram aos fundos da DGAV) e à falta de investimento nos artistas locais”.

Para o dirigente bloquista, está em causa “uma total falta de respeito com os animais no concelho por parte da Câmara Municipal, começando no financiamento de touradas e acabando no desrespeito às associações de proteção animal existentes”.

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