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Bloco/Açores: Carlos César tentou “encobrir desastre da política de distribuição de rendimentos" na Região

Líder do PS afirmou que os açorianos têm mais rendimentos “do que a estatística aparenta” por causa da “economia informal”. Para António Lima, César quer fazer esquecer que os Açores têm a maior desigualdade da distribuição da riqueza do país.
António Lima, coordenador do Bloco de Esquerda dos Açores, em frente ao Centro de Saúde de Velas.
António Lima, coordenador do Bloco de Esquerda dos Açores, em frente ao Centro de Saúde de Velas. Fotografia de Bloco de Esquerda Açores.

O Bloco de Esquerda dos Açores reagiu às declarações de Carlos César, presidente do PS, acusando-o de estar a “encobrir a realidade” da situação económica das famílias açorianas.

Em causa estão declarações de Carlos César num evento da Juventude Socialista nos Açores. Nele, César afirmou que nos Açores existe "muita economia informal”, "muita economia não declarada", de "rendimentos não detetados”.

"O combate à pobreza é um combate essencial", prosseguiu, mas "os Açores são menos pobres do que se diz”, concluindo que os açorianos “têm mais rendimento do que a estatística aparenta".

O Bloco de Esquerda dos Açores lembrou que o arquipélago é a região do país com maior taxa de pessoas em risco de pobreza: “31,8%, o que corresponde a 80 mil açorianos e açorianas –, enquanto a taxa nacional é de 17,3% da população”.

Num comunicado enviado à comunicação social, o partido, que nos Açores é coordenado por António Lima, acusa as declarações do líder do PS de não passarem “de uma tentativa de encobrimento grosseiro da realidade e do desastre que tem sido a política de distribuição de rendimentos da governação do PS, que tem acentuado a pobreza na região”.

“Ao mesmo tempo, Carlos César quer fazer esquecer que é nos Açores que a desigualdade da distribuição da riqueza é também a maior do país”, frisam os bloquistas em comunicado. 

O partido defende que os responsáveis pela economia paralela “não são os trabalhadores por conta de outrém, que, para alimentar as suas famílias, são obrigados a trabalhar por baixos salários, muitas vezes abaixo do salário mínimo, com vínculos precários e à hora, e onde o salário médio é quase 100 euros abaixo do nacional”.

“O que Carlos César quer esconder, mas tem de explicar, é como é que, entre 2011 e 2013, anos de quebras muito significativas do Produto Interno Bruto (PIB), a coleta média do IRC foi de 40,6 milhões de euros por ano e, entre 2017 e 2019, com crescimentos do PIB significativos, a coleta média foi de 43,3 milhões de euros por ano.

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