You are here

Bloco vai viabilizar Orçamento na generalidade

Catarina Martins afirmou, neste domingo, que o OE “permite a recuperação de rendimentos pela primeira vez em cinco anos”, criticou a direita por apoiar a “chantagem contra o país” e salientou que o Bloco será “extraordinariamente exigente” na discussão na especialidade.
Catarina Martins na sessão "O que traz o orçamento? O que quer o Bloco?" em Torres Novas a 21 de fevereiro de 2016. Foto de Paulo Cunha/Lusa

Catarina Martins participou, neste domingo 21 de fevereiro, numa sessão pública sobre 'O que traz o orçamento, o que quer o Bloco?', realizada na Biblioteca Municipal de Torres Novas. O Orçamento do Estado para 2016 será debatido na generalidade segunda e terça-feira na Assembleia da República.

“Na sua generalidade, o Orçamento do Estado vai de encontro ao que foram as negociações feitas com o Bloco de Esquerda e permite a recuperação de rendimentos pela primeira vez em cinco anos a quem trabalha ou trabalhou toda a vida em Portugal e, portanto, o Bloco de Esquerda vai fazer este debate não contra ao orçamento, mas para viabilizar o orçamento”, afirmou a porta-voz do Bloco, segundo a Lusa.

Três medidas para debate na especialidade

Catarina Martins realçou que este “não é o orçamento do Bloco de Esquerda” mas do Governo do PS, recuperando rendimentos e tendo resultado de um “percurso” de que o Bloco fez parte, este “não falha” aos seus compromissos.

A deputada afirmou também que o Bloco será “extraordinariamente exigente para que na especialidade se dê mais resposta aonde ela está a faltar” e se prossiga um caminho de recuperação de rendimentos, de soberania e de emprego.

Na especialidade, o Bloco vai bater-se essencialmente por três medidas: reforço do complemento social para idosos, majoração do abono de família para os três escalões de menor rendimento e que a EDP assuma a tarifa social da energia – esta a medida de “maior alcance” por chegar a um milhão de famílias, sublinhou Catarina Martins.

A porta-voz apontou também que o orçamento “tem limitações”, nomeadamente o facto de os orçamentos para a saúde e a educação não contarem com mais dinheiro.

“Continuamos neste cenário de garrote para com as funções públicas do Estado, porque os juros da divida pública pesam 4,5% do PIB, mais que a educação e tanto como a saúde. Ao mesmo tempo, o investimento público é dos mais baixos de sempre e, quanto a isso, não há grande diferença”, salientou.

Direita apoiou chantagem contra o país

A porta-voz do Bloco sublinhou também que o Orçamento do Estado para 2016 “continua a recuperar os rendimentos, mas Bruxelas fez pressão até conseguir aumentar impostos indiretos que de facto retiram 300 milhões de euros à recuperação de rendimentos que estava a ser conseguida”.

Catarina Martins criticou a Direita por ter apoiado Bruxelas “nesta chantagem contra o país”, ao “não hesitar em mandar o nosso país gastar 3 mil milhões com o Banif para o entregar ao Santander”.

Orçamento “com zero privatizações”

Catarina Martins reafirmou ainda que o OE para 2016 “trava o empobrecimento, porque, face ao ano passado, no deve e no haver dos impostos diretos e indiretos e das prestações sociais, há mais mil milhões de euros nos bolsos de quem trabalha e trabalhou toda a vida, e vai redistribuindo a carga fiscal”.

A porta-voz do Bloco realçou, por fim, que este é “o primeiro orçamento em 15 anos que não tem nenhuma privatização”. “Dir-me-ão: ‘Já foi tudo privatizado’. É verdade, mas não esqueçamos que a direita se preparava para dispersar em bolsa as Infraestruturas de Portugal, que é, nem mais nem menos, que as estradas e os caminhos de ferro, que estava num processo de fusões das águas para as poder privatizar”, sublinhou.

Notícia atualizada às 22.30h

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Orçamento do Estado 2016, Política
(...)