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Bloco solidário com os trabalhadores que garantem os serviços públicos

Na manifestação dos trabalhadores da Função Pública, o Bloco também marcou presença. Joana Mortágua considerou “inaceitável” a proposta do governo de apenas aumentar 0,3% os salários na administração pública, exigindo que este se sente à mesa das negociações garantindo, no mínimo, mais do que o aumento da inflação.
Manifestação da Função Pública. Lisboa, janeiro de 2020.
Manifestação da Função Pública. Lisboa, janeiro de 2020. Foto de Mário Cruz/Lusa

O governo propõe aumentar “seis cêntimos por dia” os assistentes operacionais. Foi desta forma que Joana Mortágua traduziu o que significam os 0,3% de aumentos salariais na Função Pública que estão consignados na proposta de Orçamento de Estado para 2020.

O Bloco considera este valor “insuficiente” e “inaceitável”. No momento em que o governo diz que há “um regresso à normalidade”, regressar à normalidade seria fazer um “descongelamento salarial que no mínimo compensasse o aumento da inflação”.

A deputada do Bloco recordou que, durante uma década, houve perda de direitos, cortes diretos dos salários, cortes de subsídios, aumento de contribuições e aumento de impostos. Foi assim “uma década sempre em perda” para os trabalhadores.

Outro dos argumento apresentados para defender mais aumentos salariais para estes trabalhadores foi o excedente orçamental, “orgulhosamente apresentado pelo ministro Mário Centeno”. Para Joana Mortágua este “excedente que é produzido pela riqueza do país deveria ser investido nos serviços públicos do país” e nas remunerações dos trabalhadores.

A dirigente bloquista lembrou ainda que o “orçamento promete milhões ao Novo Banco” por isso também não se compreende que não preveja “aumentos salariais justos para a Função Pública”.

Para o Bloco, é preciso valorizar salarialmente os trabalhadores da Função Pública. Isso valorizaria os próprios serviços prestados pela administração pública. Prestando a sua solidariedade com estes trabalhadores, a deputada realçou !que garantem a justiça, a segurança, a educação, saúde de todos e todas nós”. “Não se resolve o problema dos serviços públicos e das respostas às populações sem haver uma administração pública e funcionários valorizados e isso começa por uma valorização salarial justa”, acrescentou. Os baixos salários de muitos trabalhadores deste setor, que começara por ilustrar com o caso do aumento de seis cêntimos por dia dos assistentes operacionais, são assim “um problema” que é preciso resolver.

Portanto, e salvaguardando que esta é matéria de negociação entre o governo e os sindicatos, o Bloco afirma estar presente “para exigir ao governo que se sente à mesa com os sindicatos” partindo de um patamar acima da inflação prevista e “com as justiça de olhar para uma década de salários congelados e pensar como é que os funcionários públicos podem ser compensados por esse congelamento salarial”. É preciso dar mais “porque o país pode mais” e “cria riqueza suficiente para pagar salários justos àqueles que garantem os serviços públicos de que precisamos e utilizamos todos os dias”, concluiu.

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