You are here

Bloco solidário com luta dos trabalhadores da RTP Porto

Em comunicado, bloquistas condenam precariedade e desrespeito das condições de trabalho no Centro de Produção do Norte da RTP, que motivaram a paralisação dos trabalhadores do áudio.
Bloco defende que “para a existência de um serviço público de qualidade, todos os seus profissionais deverão ser respeitados e os seus direitos garantidos". Foto de rtppt.

Na sequência da greve de quinta-feira levada a cabo pelos técnicos de som do Centro de Produção Norte da RTP contra a falta de condições laborais, a política de baixos salários, o recurso permanente à subcontratação e a sobrecarga da jornada laboral, a comissão coordenadora distrital do Porto do Bloco de Esquerda emitiu um comunicado no qual expressa toda a sua solidariedade com a luta destes trabalhadores.

No documento, o Bloco sublinha que “para a existência de um serviço público de qualidade, todos os seus profissionais deverão ser respeitados e os seus direitos garantidos, uma vez que só nestas condições se pode garantir os meios necessários aos objetivos a que este se propõe e deve propor”.

Condenando a “precariedade e desrespeito das condições de trabalho no Centro de Produção do Norte”, os bloquistas referem que a situação é “inaceitável”, manifestando “toda a sua solidariedade para com a luta dos técnicos de som do CPN da RTP” e reafirmando “o propósito de contribuir positivamente para uma cultura de serviço público nesta empresa estatal”.

O Esquerda.net transcreve, na íntegra, o comunicado da comissão coordenadora distrital do Porto do Bloco de Esquerda:

“A RTP é o operador de serviço público de Rádio e Televisão de Portugal e está sob a jurisdição do Estado Português que, tal como está previsto na Constituição, tem a obrigação de garantir os meios necessários, suficientes e apropriados para a existência e financiamento deste serviço. O operador, por seu turno, deve garantir a sua independência face ao Governo, à Administração e aos demais poderes públicos.

 A Rádio e Televisão de Portugal tem como missão garantir o acesso à informação, à educação e ao entretenimento no quadro de uma pedagogia para a cidadania, promovendo, desse modo, a cultura, a arte e o conhecimento junto de todos e, em particular, daqueles que, de outro modo, a estes não teriam acesso. A cultura é um pilar da democracia, contribui para o desenvolvimento social e individual dos cidadãos e, como tal, para o desenvolvimento da sociedade.

O Bloco de Esquerda defende que, para a existência de um serviço público de qualidade, todos os seus profissionais deverão ser respeitados e os seus direitos garantidos, uma vez que só nestas condições se pode garantir os meios necessários aos objetivos a que este se propõe e deve propor. Neste enquadramento, temos debatido e alertado para os problemas da precariedade e do atropelo de direitos laborais no sector público – e também no privado - reivindicando a necessidade de pôr termo ao flagelo da precariedade e da falta de condições laborais que esta acarreta.

 No caso da RTP, o Bloco de Esquerda tem questionado o Ministro da Cultura e da Comunicação Social para que se tomem medidas quanto à recorrente contratação precária de trabalhadores essenciais ao funcionamento desta empresa pública, assim como tem insistido na necessidade de redefinir as políticas de serviço público de rádio e televisão. 

 No dia de ontem, 8 de dezembro, os trabalhadores de áudio do Centro de Produção Norte (CPN) da RTP, com sede no Porto, paralisaram as suas funções juntando-se à greve decretada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual. Em comunicado que a CPN emitiu, é dado nota de diversas irregularidades atentatórias não apenas de direitos, mas também da dignidade profissional, designadamente no recurso constante à contratação de trabalhadores externos, subcontratados e a recibos verdes que vêm desempenhar de forma precária funções permanentes destes trabalhadores, relegando-os frequentemente para atribuição de horário “zero”. Verifica-se igualmente uma discriminação salarial face aos trabalhadores com as mesmas funções na sede em Lisboa, bem como no que toca ao enquadramento profissional. 

 Considerando a situação inaceitável, o Bloco de Esquerda manifesta toda a sua solidariedade para com a luta dos técnicos de som do CPN da RTP e reafirma o propósito de contribuir positivamente para uma cultura de serviço público nesta empresa estatal”.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)