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Bloco questiona governo sobre falta de funcionários nas escolas

No passado dia 19, a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, visitou a Escola Francisco Arruda, em Lisboa, assinalando que, o ano letivo começou de uma forma muito mais tranquila do que noutros anos, mas chamou a atenção para “ um problema que as escolas têm e é preciso tratar já, que é a falta de pessoal não docente.”

A dirigente bloquista deu como exemplo "a secretaria da escola onde deviam estar a trabalhar sete pessoas e só trabalham três”.

"Quer dizer que os professores estão cheios de burocracias e trabalho administrativo”, disse a dirigente bloquista, tendo acrescentado que “faltam auxiliares e estão a ser contratados auxiliares como tarefeiros, a ganharem 2.50 euros à hora e a trabalharem quatro horas por dia sem sequer terem direito a subsídio de refeição”.

Na pergunta agora dirigida ao governo os bloquistas referem ainda que “a contratação de novos profissionais agravou outro problema já existente: a precariedade extrema que atinge estes trabalhadores”.

"Apesar do Ministério da Educação ter reconduzido cerca de 2900 assistentes operacionais do ano letivo passado, para as restantes necessidades terá dado instruções às escolas para recorrerem à contratação de assistentes operacionais só em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo certo a tempo parcial”, lê-no no documento.

De acordo com alguns diretores escolares já se registaram casos de encerramento de alguns estabelecimentos de ensino estando ainda em risco a segurança dos dos alunos.

Perante este quadro, os bloquistas tomaram a decisão de contactar todas as escolas do país tendo solicitado esta terça-feira aos 811 agrupamentos escolares que fornecessem o número de funcionários que têm em falta.

Em causa a qualidade da educação

Este problema levou também a deputada Joana Mortágua a alterar para a "multiplicação" de vários casos e relatos onde sobre a falta de funcionários, algo que considerou “prejudica a qualidade da educação e o normal funcionamento da escola pública”.

“Sabemos de casos de escolas que têm 16 funcionários contratados com horários de quatro horas e dividem-se entre duas horas de manhã no período da entrada dos alunos e outras duas horas à saída das aulas”, disse a parlamentar ao jornal i.

Para a parlamentar bloquista este “é um trabalho superexigente e não é valorizado e é cada vez mais óbvio que estas contratações são precárias e não respondem à questão estrutural: a necessidade de auxiliares nas escolas”.

Para o Bloco “a extrema precariedade que atinge estes trabalhadores viola os seus direitos e põe em causa os princípios que devem reger a Escola Pública e a Administração Pública”, afirmam, sublinhando ainda que “acresce que os conteúdos funcionais dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos são de grande complexidade e as tarefas que asseguram requerem um tempo de aprendizagem e de adaptação incompatíveis com este grau de precariedade”.

Por seu turno, para o presidente da Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE), Manuel Pereira disse que há já escolas que se encontraram “ em situações muitos complicadas”.

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