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Bloco questiona Governo sobre as descargas poluentes no rio Cobral

Maria Manuel Rola questionou o ministro do Ambiente sobre descargas poluentes no rio Cobral, nos concelhos de Seia e de Oliveira do Hospital. Poluição vem alegadamente de queijarias sem sistema de tratamento capaz de dar vazão aos rejeitados daquela indústria.
Desde 2011 que há denúncias de poluição na fronteira entre os concelhos de Oliveira do Hospital (Coimbra) e Seia.
Desde 2011 que há denúncias de poluição na fronteira entre os concelhos de Oliveira do Hospital (Coimbra) e Seia. Foto de Paula Nunes.

O Bloco de Esquerda dirigiu uma pergunta ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, sobre a situação no rio Cobral.

No documento, a deputada bloquista Maria Manuel Rola informa que o partido recebeu denúncias “sobre a poluição do rio Cobral que, segundo declarações do presidente de Junta de [Freguesia de] Meruje, são provenientes do concelho de Seia, provavelmente de queijarias sem sistema de tratamento capaz de dar vazão aos rejeitados daquela indústria”.

“Segundo as informações e imagens recolhidas, a poluição que agora é denunciada na comunicação social local foi contínua durante os últimos 15 dias, tendo a água ‘aspeto leitoso’, com espuma visível e mau cheiro”, lê-se no documento.

“Já não são de agora os problemas de poluição” na fronteira entre os concelhos de Oliveira do Hospital (Coimbra) e Seia (Guarda), “havendo denúncias de 2011 e 2013”.

“A ser verdade que esta poluição tem origem na indústria acima referida, trata-se de um desrespeito pela legislação aplicável e constitui um perigo de saúde pública. Urge atuar para que situações como esta não voltem a ocorrer”, refere a deputada Maria Manuel Rola.

Assim, o Bloco quer que o Governo explique se tem conhecimento desta situação e se existem denúncias a respeito da mesma. Da mesma forma, considera necessário que o Governo esclareça se já foram tomadas diligências pelas entidades de fiscalização

Além disso, o Bloco de Esquerda quer saber que medidas estão previstas e que medidas foram aplicadas no passado em situações similares. O partido defende também que a Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) explique se tem “algum processo de auditoria a este tipo de indústrias e aos tratamentos de efluentes das mesmas”.

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