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Bloco quer travar financiamento municipal à Web Summit

Na reunião de Câmara de quarta-feira, Moedas quer ver aprovados sete milhões de euros para um evento que não sabe como irá ocorrer. Para o Bloco, o dinheiro será melhor empregue a construir quatro creches ou a recuperar duas escolas básicas.
Carlos Moedas na Web Summit
Carlos Moedas na Web Summit. Foto Seb Daly/Web Summit

A vereadora bloquista Beatriz Gomes Dias solicitou esta segunda-feira ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa que retire a proposta de financiamento de sete milhões de euros à Web Summit.

Para o Bloco de Esquerda, "os pressupostos da proposta não estão cumpridos, assim como em entrevistas aos meios de comunicação social o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa não foi capaz de garantir que o evento se irá realizar e que em que moldes".

"A aprovação de 7 milhões de euros para um evento em que Carlos Moedas ainda estará "a pensar na forma como a Web Summit irá decorrer" seria só má gestão de dinheiros públicos", refere a vereadora do Bloco, defendendo que esse dinheiro seria utilizado com maior proveito para a cidade "na construção de quatro creches para 300 bebés ou na recuperação de duas escolas básicas melhorando a vida de cerca de 250 crianças".

O evento ficou na semana passada sem o seu CEO e fundador Paddy Cosgrave, após ter defendido nas redes sociais que "os crimes de guerra são crimes de guerra mesmo quando cometidos por aliados e devem ser denunciados pelo que são". As declarações provocaram reações de repúdio por parte de políticos e empresários israelitas, apelando a um boicote ao evento. Além dos investidores israelitas, grandes empresas como a Amazon, Meta, Google, Intel e Siemens também anunciaram que deixariam de comparecer ao evento.

Uma fonte oficial da Web Summit disse à agência Lusa que "alguns dos parceiros que estavam a deliberar voltaram a bordo e reverteram a sua decisão", sem no entanto avançar com os nomes desses "parceiros".

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