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Bloco quer renacionalizar os CTT

Catarina Martins anunciou este sábado que, na próxima segunda, dará entrada no parlamento um projeto de lei para renacionalizar os CTT.

No decorrer do Encontro do Interior 2019, realizado este sábado em Alijó, Catarina apresentou o projeto para os CTT. De acordo com a coordenadora do Bloco, nacionalizar os correios “é defender os serviços públicos, é defender também o Interior”.

“O projeto de renacionalização dos CTT que o Bloco apresenta é um projeto que prevê claramente a avaliação do que foi feito, do cumprimento ou não da concessão, do que aconteceu na empresa, para que se possa responsabilizar pelas decisões que foram lesivas, que contrariam o contrato de concessão e que destruíram a empresa”, afirmou aos jornalistas.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro afirmou que o governo irá esperar até ao final do contrato da concessão do serviço postal nacional, que acontecerá em 2020, para avaliar a atividade da empresa, decidindo então se retoma ou não a gestão dos CTT.

Contudo, Catarina Martins considera que essa altura já peca por ser tardia. “Quando o contrato de concessão acabar, já o Estado tem de ter uma solução para os CTT”, afirmou, considerando ainda que ficar à espera é “continuar na mão dos privados”. Assim, o Bloco irá apresentar já um projeto para nacionalizar os CTT e para “avaliar as perdas que o Estado teve com o comportamento dos CTT, que não tem cumprido as obrigações do serviço público, como o próprio regulador tem vindo a dizer”.

A coordenadora do Bloco afirmou ainda, desde a privatização da empresa, já foram encerrados mais de 80 balcões em todo o país, prejudicando particularmente as empresas do interior.

“Os CTT eram uma empresa pública lucrativa, que podia não ser perfeita, mas estava presente em todo o território a responder às necessidades da população”, afirmou, acrescentando que “depois da sua privatização, feita pelo PSD/CDS, mas acordada também pelo PS e União Europeia e erradamente, é hoje uma empresa que em vez de dar lucro ao Estado, dá menos serviço público ao país”.

Catarina Martins considera ainda que “os acionistas privados têm feito uma verdadeira sangria dos CTT, distribuíram em dividendos mais do que os lucros da empresa, ou seja, aquilo que foi construído com investimento público está hoje a ser destruído pela ganância dos acionistas privados”.

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