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Bloco quer que Governo impeça liquidação de empresa histórica de Tomar

Os deputados bloquistas Carlos Matias e Paulino Ascenção questionaram o Ministério da Economia sobre a disponibilidade do Governo para promover e apoiar um plano de recuperação da Prado Karton, que permita manter os 72 postos de trabalho. Prazo legal de resposta termina esta sexta-feira.
A Prado Karton, antiga Companhia do Papel do Prado, emprega 72 pessoas.

A Prado Karton é uma empresa de Tomar com 245 anos de história. Reconhecida pela inovação, a empresa tem capacidade de produção única no mundo, com maquinaria sem paralelo no país, e uma forte carteira de encomendas. Segundo informação disponibilizada pelos trabalhadores, em junho de 2017, a Prado Karton terá superado 1 milhão de euros de faturação.

Em meados de julho último, os 72 trabalhadores da empresa, antiga Companhia do Papel do Prado, foram notificados de que iriam para o desemprego. Foi-lhes dito que, “depois de não ter sido possível apresentar um plano de recuperação que garantisse a viabilidade” da empresa, havia avançado o pedido de insolvência.

A Atena Equity Partners, que comprou a Prado Karton em fevereiro de 2016, anunciou-se como a empresa portuguesa “dedicada exclusivamente a investir em situações que requeiram capital e capacidade de execução para implementar mudanças operacionais e financeiras”.

“O investimento nunca chegou, as fábricas da Prado Karton da Lousã e de Tomar foram separadas, constituindo-se a primeira como a principal credora da segunda, numa operação cujos perigos o Estado não pode ignorar, não só pela capacidade produtiva e postos de trabalho em risco, mas também pelas especiais responsabilidades públicas neste processo. A Finpro, anterior proprietária da “Prado Karton”, era detida em mais de 27% pelo Estado”, escrevem os deputados bloquistas Carlos Matias e Paulino Ascensão.

Após uma primeira reunião com os trabalhadores, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o governo, a 24 de julho, sobre o acompanhamento que estaria a dar a esta situação. Mais tarde, e após nova reunião com os trabalhadores, os deputados bloquistas foram informados da disponibilidade dos trabalhadores para um plano de recuperação da empresa que possa evitar a sua liquidação na assembleia de credores, marcada para 12 de setembro de 2017.

Destacando que “os trabalhadores precisam de apoio a acompanhamento na procura de soluções”, Carlos Matias e Paulino Ascensão voltaram a questionar o executivo sobre esta matéria, tentando aferir a disponibilidade do Governo para promover e apoiar um plano de recuperação da empresa que permita manter os seus postos de trabalho e a capacidade produtiva instalada.

Esta sexta-feira, termina o prazo legal para o Ministério da Economia (ME) responder.

“Se não responder, no início da próxima semana vamos enviar mais uma pergunta, a terceira tentativa do desbloqueamento desta situação que afeta a vida de 72 pessoas e respetivas famílias”, realçou Carlos Matias, em declarações ao Jornal Económico.

Abordado pelo semanário, o ME informou que “já reuniu com a Câmara Municipal de Tomar e a comissão de trabalhadores da empresa, estando a acompanhar a situação”.

“Da nossa parte, e até à Assembleia de Credores, prevista para o dia 12 de setembro, não iremos fazer qualquer comentário”, acrescentou.

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