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Bloco quer Parlamento a repudiar declarações xenófobas de Jeroen Dijsselbloem

“Declarações de Jeroen Dijsselbloem são profundamente preconceituosas, xenófobas e sexistas”, acusa a deputada Isabel Pires. Bloco de Esquerda avança com voto de repúdio na Assembleia da República.
Bloquistas pretendem que a Assembleia da República “expresse o seu mais veemente repúdio pelas declarações proferidas pelo atual Presidente do Eurogrupo".

“O Bloco de Esquerda considera que as declarações de Jeroen Dijsselbloem são profundamente preconceituosas, xenófobas e sexistas. Entendemos que toda a Assembleia da República se deve pronunciar sobre estas declarações e repudiá-las”, afirmou ao esquerda.net a deputada Isabel Pires.

Para além disso, “deve ser exigido ao Presidente do Eurogrupo que se retrate”, frisou a também dirigente bloquista.

“As declarações são insultuosas para os povos do sul da Europa, principalmente após anos de políticas de austeridade, como foi o caso em Portugal, impulsionadas também por este mesmo presidente do Eurogrupo”, explica.

A deputada da Comissão de Assuntos Europeus recordou ainda que o Bloco sempre considerou que “Dijsselbloem não tinha capacidade para estar à frente deste cargo” por já ter “demonstrado várias vezes o seu preconceito para com os povos do sul da Europa”, não se tratando de um “ato isolado”.

Bloco de Esquerda apresenta voto de repúdio no Parlamento

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou, esta terça-feira à tarde, um voto de repúdio pelas declarações proferidas pelo ministro das Finanças holandês, que deverá ser votado pelo plenário da Assembleia da República esta sexta-feira.

No documento é referido que o “respeito entre os povos deve ser um dos pilares fundamentais das relações à escala europeia” e que  “Jeroen Dijsselbloem demonstra deter uma visão preconceituosa e chauvinista sobre milhões de cidadãos e seus respetivos países, membros de pleno direito das instituições europeias”.

Com o voto, os bloquistas pretendem que a Assembleia da República “expresse o seu mais veemente repúdio pelas declarações proferidas pelo atual Presidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem” e exija a “a sua imediata retratação”.

Numa entrevista publicada no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), este domingo,Jeroen Dijsselbloem defendeu que os cidadãos dos países do sul da Europa não podem gastar todo o seu dinheiro em “álcool e mulheres”.

“Na crise do euro, os países do norte têm-se mostrado solidários para com os países afetados pela crise. Como social-democrata, atribuo à solidariedade particular importância. Mas quem a pede também tem obrigações. Não se pode gastar todo dinheiro em álcool e mulheres e, de seguida, pedir para se ser ajudado”, defendeu.

Confrontado com as suas declarações por vários deputados, esta terça-feira, no Parlamento Europeu, o ainda ministro das Finanças holandês recusou-se a pedir desculpas.

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