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Bloco quer ouvir responsáveis sobre fecho rotativo de maternidades em Lisboa

Porque um SNS de qualidade “não se faz com remendos”, Moisés Ferreira apresentou um requerimento para a audição parlamentar urgente da ARS, dos diretores de obstetrícia das 4 unidades hospitalares e da ministra da Saúde, a propósito do fecho rotativo das urgências de obstetrícia em Lisboa.
Foto de derekb/Flickr

A possibilidade das várias maternidades de Lisboa encerrarem rotativamente no Verão devido à falta de obstetras foi amplamente noticiada esta quinta-feira. A proposta foi apresentada pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo em reunião com os diretores de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa, do Hospital de Santa Maria, do Hospital de S. Francisco Xavier e do Hospital Fernando da Fonseca. Visava-se assim responder ao agravamento da falta de pessoal resultante das férias destes trabalhadores.

O Bloco recebeu a ideia com “preocupação” e pensa que esta solução levanta “inúmeras questões que devem ser respondidas pela ARS, pelas unidades hospitalares em causa e pela própria Ministra da Saúde”. Por isso, o deputado Moisés Ferreira quer ouvir, com caráter de urgência, todas estas entidades no Parlamento.

O partido alega que “um Serviço Nacional de Saúde de qualidade e excelência não se faz com remendos ou com soluções de mal menor”. Por isso, “encerramentos rotativos, diminuição de serviços, portas fechadas à admissão de utentes não são soluções para o Serviço Nacional de Saúde que queremos”. Ao invés, procuram-se “soluções estruturais e perenes” que passam por “reforçar o SNS com mais profissionais”.

Mas o Bloco não se fica por aqui. Questiona, por exemplo, “há quanto tempo se sabe que tal situação poderia ocorrer e que medidas foram adotadas pelo Ministério para a evitar”, já que “uma situação de tal carência não acontece de um dia para o outro”, “qual foi a articulação com os serviços de obstetrícia e com estes hospitais” e “que levantamento de necessidades foi feito e que medidas foram implementadas pelo Governo para satisfazer as necessidades”.

No requerimento apresentado na Assembleia da República podem ainda ler-se vários casos de falta de profissionais que ocorreram o ano passado na região de Lisboa e que o partido consideram não terem sido “episódios únicos” sublinhando que “as dificuldades para assegurar o regular funcionamento de blocos de partos” também existe noutros locais do país. Por exemplo, no final de 2018, a urgência da Maternidade Alfredo da Costa encerrou ao exterior por ter apenas um anestesista a trabalhar na época de natal” e, em agosto desse mesmo ano, os chefes de equipa do serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia do Hospital Amadora-Sintra demitiram-se por não terem visto atendida a sua exigência de contratação dos especialistas que faltavam.

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