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Bloco quer contratações nos hospitais antes do próximo OE

O deputado Moisés Ferreira manifestou solidariedade com enfermeiros do centro hospitalar do Baixo Vouga em greve e defendeu que no próximo OE é importante “poupar nas rendas a privados para investir no SNS”.
Foto de Estela Silva/Lusa (arquivo)
Foto de Estela Silva/Lusa (arquivo)

O deputado Moisés Ferreira esteve, nesta terça-feira, no hospital de Aveiro a manifestar solidariedade com os enfermeiros e prestou declarações à agência Lusa, que refere que o conselho de administração de administração do hospital de Aveiro aguarda que o Ministério da Saúde autorize o concurso para admissão de 37 novos enfermeiros, para fazer face à redução do horário para as 35 horas.

“Havendo ou não a discussão do OE, não deixaremos de defender que antes do Orçamento do Estado entrar em vigor, sejam já atendidas algumas necessidades de vários hospitais para a contratação de enfermeiros, médicos e assistentes operacionais e não deixaremos de colocar essa necessidade ao governo e aos partidos da maioria parlamentar”, afirmou o deputado.

Poupar nas rendas a privados para investir no SNS”

Moisés Ferreira defendeu também a poupança nas rendas aos privados para investir no SNS.

“É para o Bloco de Esquerda muito importante que isso aconteça no Orçamento da Saúde para 2017: poupar nas rendas a privados para investir no Serviço Nacional de Saúde. É preciso contratar mais pessoas e acreditamos até que é possível fazê-lo com impacto zero no Orçamento, poupando no recurso a serviços privados, onde se gastam muitos milhões de euros, e alocando essas verbas para a contratação de pessoal, sem fazer disso uma maior despesa”, disse o deputado.

O deputado Bloco apontou também que, entre 2011 e 2015, as políticas de direita levaram ao encerramento de laboratórios de análises clínicas, serviços de radiologia e pequenos hospitais, o que levou à necessidade de recorrer mais a privados.

“O que temos de fazer é o caminho inverso: aproveitar a capacidade instalada que existe no SNS, contratar mais pessoal para a aproveitar, e recorrer menos aos privados que ficam mais caros”, apontou Moisés Ferreira, que justificou a solidariedade bloquista para com os enfermeiros em greve por reconhecer que as suas reivindicações “vão no sentido de reforçar e melhorar o Serviço Nacional de Saúde” e porque foram esses profissionais que evitaram o colapso, trabalhando muito mais horas”.

Em declarações à Lusa, Carlos Neves, enfermeiro no Hospital de Aveiro, apontou que faltam no Centro hospitalar do Baixo Vouga cerca de 75 enfermeiros, o que se traduz numa sobrecarga para os que estão ao serviço. “Há serviços neste momento com quatro mil horas a mais. Todos os profissionais ao serviço têm horas a mais no seu horário”, descreveu.

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