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Bloco quer autonomia dos hospitais na substituição de profissionais em falta

Em visita ao hospital de Bragança, Catarina Martins anunciou que o Bloco vai levar ao parlamento uma iniciativa para evitar os meses de espera do atual processo de substituição de médicos, enfermeiros ou auxiliares em falta.
Foto de Paulete Matos
Foto de Paulete Matos

Em declarações aos jornalistas no Hospital de Bragança, a coordenadora bloquista afirmou que “quando um hospital perde algum profissional, seja por baixa médica, reforma ou licença sem vencimento, "não consegue substituir o profissional que lhe falta" no imediato e "tem de pedir centralmente essa substituição", o que "demora meses”.

Para Catarina Martins, "são precisos médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar”, e acrescentou que “para o Bloco de Esquerda é uma prioridade que os hospitais tenham os recursos humanos que precisam".

Catarina recordou ainda que há tantos gastos em juros da dívida pública como "em todo o SNS", e, nesse sentido, a questão de como é gasto o "esforço da reestruturação da divida não pode ficar à margem quando" se pensa no reforço e na resposta a dar aos serviços públicos.

“O Bloco bate-se para que haja mais Orçamento do Estado destinado ao SNS, mais recursos técnicos, mais recursos humanos e mais possibilidade de fazer despesa naquilo que mais precisamos que é saúde", sublinhou.

Catarina Martins revelou ainda que o Bloco vai apresentar já no início da próxima semana no parlamento um projeto para que as estruturas de saúde tenham autonomia que lhes permitam substituir imediatamente um profissional que falte no SNS, seja por reforma, baixa médica, licença de maternidade ou parentalidade.

A CGD e a falta de transparência

Em relação à Caixa Geral de Depósitos (CGD), a coordenadora do Bloco disse que esta não pode ser gerida por quem não cumpra "deveres de transparência sobre os seus rendimentos".

"Não pode estar à frente da CGD quem não quiser cumprir deveres de transparência sobre os seus rendimentos", sublinhou Catarina Martins, tendo acrescentado que toda a situação do banco público  é "lamentável".

De acordo com a dirigente do Bloco "não há razão nenhuma para quem administra o banco público ter menos obrigações de transparência que um titular de cargos políticos".

"A Caixa Geral de Depósitos é o banco público, o maior banco português, um banco em que todos confiamos e que devia ser notícia por boas razões", sublinhou, tendo adiantado que “pagar salários milionários e dar todo o privilégio aos banqueiros não garantiu boa gestão de nenhum".

"No passado já tínhamos salários milionários e problemas de responsabilização", rematou.

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