Bloco quer 500 equipas de sapadores e corpo de guardas para proteger florestas

27 de February 2018 - 14:41

Esta terça-feira, as jornadas parlamentares passaram pelo Pinhal do Rei, na Marinha Grande. Nesta mata nacional, duramente afetada pelos fogos do passado verão, Catarina Martins alertou que ou existem “mecanismos para proteger a floresta ou as tragédias vão continuar a acontecer”.

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Catarina Martins e Pedro Filipe Soares observam uma antiga casa de guarda florestal que ardeu durante o incêndio de 17 de outubro de 2017 em Vieira de Leiria, durante a visita ao Pinhal do Rei no âmbito das Jornadas Parlamentares do Bloco de Esquerda, Marinha Grande, 27 de fevereiro 2018. PAULO CUNHA/LUSA

No último dia das jornadas parlamentares, que durante dois dias percorreram o distrito de Leiria, o Bloco de Esquerda visitou o Pinhal de Leiria, que ficou com 80% da área destruída nos incêndios de 2017.

À margem desta visita, Catarina Martins recordou aos jornalistas que a escolha recaiu para este distrito pelo facto de “ter sido o mais afetado pelos fogos florestais do último verão”.

“O verão mais trágico de que temos memória”, sublinhou.

De seguida, alertou para a “absoluta falta de pessoal para trabalhar nas nossas matas e florestas”, dando o exemplo do próprio distrito de Leiria, onde apenas 9 trabalhadores do ICNF estão responsáveis por 30 mil hectares de floresta.

“Estes homens e mulheres fazem o melhor que podem, mas nós não podemos pedir a 9 pessoas que tomem conta de 30 mil hectares”, defendeu.

A passagem pelo Pinhal do Rei também serviu para o Bloco exigir ao Governo que cumpra as medidas já aprovadas na Assembleia da República para a proteção da floresta e combate aos incêndios e reveja outras. O que passa pela criação imediata de 500 equipas de bombeiros sapadores florestais, em todo o país, “o mínimo para que se possa trabalhar e ter segurança”, ressalvou Catarina Martins.

Por outro lado, prosseguiu, “é o momento para se reavaliar as mudanças que se fizeram na Proteção Civil, nomeadamente no que diz respeito aos guardas florestais, que deixaram de ser um corpo presente no território. Hoje há muito poucos e eles são sempre muito necessários”.

Estes guardas, explicou a coordenadora bloquista, devem ser “técnicos que estão junto das populações, proprietários, agricultores, pastores com a informação necessária como agir e proteger a floresta”.

“Ou temos mecanismos para proteger a floresta ou as tragédias vão continuar a acontecer”, rematou.  

Também durante esta manhã, os deputados Jorge Campos e Luís Monteiro promovem uma reunião com a comunicação social regional e local.