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Solução pública para o Maria Matos vai a votos

A proposta, que será votada esta terça-feira na AML, pretende anular a concessão a privados, lançando concurso público para nova direção artística.
Sala Principal do Teatro Maria Matos.
Sala Principal do Teatro Maria Matos.

Os representantes do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa apresentarão uma proposta no sentido da reversão da concessão do Teatro Municipal Maria Matos a privados. Lamentando a concessão a privados de “um equipamento público de cultura que reconhecidamente cumpria a sua missão”, o Bloco salienta que ficou por explicar “a recusa em adotar a solução comum para estas situações, à semelhança do que era prática já estabelecida pela atual vereação da cultura: o lançamento de um concurso público para nova direção artística”. Não querendo “entrar na discussão sobre a falácia que é designar criação contemporânea imprópria para grande público – para além dos danos irreparáveis que o Partido Socialista insiste em conceder à direita política no debate sobre estas matérias”, já que se argumentou que “não existe público para o tipo de oferta do Teatro Maria Matos”, o Bloco diz também não entender por que “razão uma teórica desadequaçãoda oferta obrigaria à concessão do teatro a privados, e não o simples repensar das estratégias do próprio Teatro”.

Assim, e defendendo que “na atual situação política em Lisboa, o reforço de meios orçamentais para as responsabilidades acrescidas da vereação seriam obviamente a solução política a considerar, e nunca uma concessão que só os partidos à direita defendem”, a proposta do Bloco é “Manter o Teatro Maria Matos no mesmo modelo de gestão até agora em vigor lançando um concurso público para nomeação de nova direção artística e manutenção da equipa técnica residente, garantindo o reforço dos meios técnicos e orçamentais necessários para o efeito.”

Os signatários da proposta lembram ainda que a “aprovação, em reunião de Câmara, pelo Partido Socialista e pelo Partido Social Democrata da proposta de concessão, atropela também a petição de quase 3 mil signatários, que se encontra ainda em fase de discussão na Assembleia Municipal de Lisboa é um sinal de desrespeito democrático incompreensível”.

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