You are here

Bloco propõe que “toda a capacidade instalada na saúde” seja aproveitada

Se for necessário para combater a pandemia, o partido defende que sejam requisitados equipamentos, profissionais e instalações do setor privado da saúde.
Moisés Ferreira à saíde de uma reunião no Infarmed. Foto de Tiago Petinga/Lusa.
Moisés Ferreira à saíde de uma reunião no Infarmed. Foto de Tiago Petinga/Lusa.

O primeiro-ministro recebe, esta sexta-feira, os partidos com assento parlamentar para discutir medidas de combate à pandemia. O Bloco fez já saber quais são as quatro propostas que levará à reunião, propondo que sejam “implementadas o quanto antes” .

Em declarações à agência Lusa, o deputado bloquista responsável pela pasta da saúde explicou cada uma destas medidas. Destaque para a primeira delas. Moisés Ferreira, defende que “toda a capacidade instalada na saúde”, incluindo no setor privado, seja aproveitada.

O objetivo é reforçar a capacidade de resposta dos cuidados de saúde, integrando o setor privado sob gestão do Serviço Nacional de Saúde e sob planeamento do SNS. “Se necessário for requisitando equipamentos, profissionais e instalações que sejam necessárias para isso”, declarou o deputado. E isso é possível sem haver estado de emergência, uma vez que a lei de bases da Saúde “diz, preto no branco, que a autoridade de saúde pode requisitar os serviços que bem entender em situação de epidemia ou de grave ameaça à saúde pública”, prosseguiu Moisés Ferreira.

Moisés Ferreira argumenta ainda que colocar privados sob gestão e planeamento do Serviço Nacional de Saúde “não toca propriamente na propriedade”. Apenas faz com que “o SNS, perante esta situação”, tenha “a capacidade de planear, de gerir e de mobilizar os recursos que for necessário”.

Uma segunda ideia a ser apresentada nesta reunião ao Governo é a existência de medidas “localizadas e regionalizadas”. Estas “não podem ficar por questões de limitação de circulação ou de liberdades” e devem ir àquilo que já temos alertado desde março: a necessidade de intervir nos determinantes sociais e económicos da doença”. Ou seja atacando os problemas de habitação, transportes públicos, trabalho e pobreza.

Uma outra proposta prende-se com a constituição de um conselho científico que funcione de forma permanente, “se for preciso com remuneração das pessoas que o constituem ou com requisição destas pessoas a instituições, que trabalhe permanentemente para isto, na análise à evolução da epidemia em Portugal”.

A última nota é para a necessidade de “mais e melhor comunicação por parte do Governo e por parte da Direção Geral da Saúde”. Para Moisés Ferreira “é preciso que essa comunicação sirva para uma literacia da população para a pandemia, ou seja, percebam bem qual é a atual situação, qual é o risco, quais são as perspetivas de evolução”. Porque “se a comunicação não existir e começar a ser substituída apenas por medidas de obrigatoriedade, de punição, há o risco de haver cada vez menos adesão às medidas de saúde pública”.

Termos relacionados Política
(...)