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Bloco pressiona governo a acabar com PPPs na saúde

Bloco quer que governo garanta que Parcerias Público Privadas cujos contratos terminam em 2019 passem a gestão pública.
Hospital de Cascais
Hospital de Cascais, foto de Tiago Petinga/Lusa.

Os hospitais de Braga e de Cascais têm contratos de Parcerias Público Privadas (PPPs) que vão terminar em 2019. Segundo o jornal i, o governo tem até metade de 2017 para decidir se irá renovar as PPPs nestes dois hospitais, se vai abrir um novo concurso público internacional com novas regras, ou se a sua gestão vai passar a ser pública. O Bloco tem pressionado o governo para que adote a última opção.

Em declarações ao mesmo jornal, o deputado bloquista Moisés Ferreira explicou que as PPPs “representam 450 milhões de euros por ano que vão para financiar privados que estão em regime concorrencial com os hospitais públicos, em vez de irem para o Serviço Nacional de Saúde”. O Bloco tem “uma posição muito clara” em relação a esta questão: “a gestão pública dos hospitais é a melhor solução”, principalmente porque “a gestão pública não tem, ao contrário da privada, a pressão dos acionistas para a formação de lucro”.

A notícia surge dias depois de ter sido publicado um relatório do Tribunal de Contas, que acusa a gestão privada do Grupo Mello no Hospital de Braga de não responder “às necessidades de serviços de saúde e da população”. No caso do Hospital de Cascais, o ministro da Saúde já declarou ao semanário Expresso que não irá renovar o contrato com a Lusíadas Saúde, mas ainda não é sabido ao certo que decisão irá tomar. 

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