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Bloco lamenta encontro de António Costa com Michel Temer

Em nota de imprensa, o Bloco de Esquerda denuncia o processo de impeachment de Dilma Rousseff “como um golpe contra a democracia” e “lamenta o inoportuno encontro marcado para amanhã entre o primeiro-ministro António Costa e Michel Temer”.
Bloco de Esquerda denuncia o processo de impeachment de Dilma Russeff “como um golpe contra a democracia” - Foto revistaforum.com.br
Bloco de Esquerda denuncia o processo de impeachment de Dilma Russeff “como um golpe contra a democracia” - Foto revistaforum.com.br

Publicamos aqui a nota do Bloco de Esquerda, na íntegra.

Sobre o encontro de António Costa com Michel Temer

No passado dia 31 de agosto Michel Temer tomou posse como Presidente do Brasil, concluindo o processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff. O Bloco de Esquerda junta a sua voz à de quem, no Brasil e em todo o mundo, denuncia este processo como um golpe contra a democracia.

No respeito pela soberania do povo brasileiro e sem prejuízo das relações que ligam os dois Estados, o Bloco lamenta o inoportuno encontro marcado para amanhã entre o primeiro-ministro António Costa e Michel Temer, um político que chega à presidência da República do Brasil sem legitimidade e a braços com a justiça. Este encontro vem na sequência de declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no sentido de uma legitimação do novo governo brasileiro, das quais o Bloco também se demarca claramente. A deslocação do primeiro-ministro, anunciada em apoio aos atletas portugueses nos jogos paralímpicos, é uma iniciativa louvável mas que não aconselha nem justifica o encontro com Michel Temer.

Tal como muitos dos seus ministros e dos deputados e senadores que o apoiaram, Temer está no centro de várias suspeitas, investigações e casos de corrupção. O Governo português não desconhece que um dos objetivos dos promotores da destituição da anterior presidente é precisamente o de garantir impunidade perante o combate à corrupção e, particularmente, travar o caso Lavajato, em que muitos estão implicados.

Ninguém desconhece que, apesar dos fundamentos legais para a destituição de um Presidente estarem bem definidos pela Constituição Brasileira, este foi um processo político, para lá da legalidade, visando o derrube do governo democraticamente eleito.

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