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Bloco exige requisição das instalações e dos 1.500 profissionais dos SAMS

“Numa altura em que o país vive uma epidemia não se pode admitir que uma unidade de saúde tente fechar portas e demitir-se das suas responsabilidade sociais”, defende o deputado Moisés Ferreira.
Centro Clínico de Lisboa dos SAMS. Foto SAMS

O encerramento do hospital e das clínicas dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS), decidido pela sua administração após o surto de Covid-19 ter infetado vários profissionais, levou ao encaminhamento de todos os doentes internados e dos utentes para o SNS. A administração do grupo criado pelos sindicatos de bancários anunciou o lançamento de um processo de lay-off, dispensando os cerca de 1.500 profissionais por um período de 30 dias, mas o presidente da Comissão Executiva, Rui Riso, já admitiu prolongar esse período até junho.

O Bloco de Esquerda defende que a gravidade da pandemia do Civid-19 em Portugal exige “requisitar as instalações, meios e profissionais do hospital e clínicas do SAMS, agora encerrados, porque numa altura em que o país vive uma epidemia não se pode admitir que uma unidade de saúde tente fechar portas e demitir-se das suas responsabilidade sociais”.

“Precisamos de mobilizar todos os recursos e toda a incapacidade instalada no terreno e é absolutamente inaceitável que uma unidade privada tente encerrar a sua atividade durante todo o período epidémico e, para além disso, ainda sobrecarregue o SNS com o encaminhamento de doentes internados e com os milhares de utentes, muitos que ficaram sem consultas e outros atos que já estavam programados”, defendeu o deputado bloquista Moisés Ferreira.

O Bloco já questionou o governo sobre esta situação, defendendo que devem ser apuradas as responsabilidades da administração do SAMS “no desenvolvimento de um surto que pode ter contagiado vários profissionais de saúde, assim como vários utentes desta unidade privada de cuidados de saúde”.

Pelo que se sabe até ao momento, “a administração do SAMS não enviou para isolamento profilático alguns profissionais que tinham estado em contato com um caso de Covid19 positivo”. Para o deputado bloquista, estamos perante um “desrespeito pelas regras de segurança e de saúde pública [que] terá levado à criação de cadeias de contágio, uma vez que alguns desses profissionais que foram obrigados a continuar no seu ponto de trabalho tinham, de facto, sido infetados”.

“Ninguém perceberia que ficasse sem consequência um comportamento como aquele que foi tomado pela administração do SAMS”, concluiu Moisés Ferreira.

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