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Bloco defende “visão de emergência” para injetar salários nas micro e pequenas empresas

Pedro Filipe Soares defendeu em entrevista ao Porto Canal a urgência de aprovar já esta quarta feira as propostas do partido para responder à crise da Covid-19.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda defendeu também que é preciso não aceitar da Europa posições intermédias que "na prática não são soluções para coisa nenhuma". Fotografia de Tiago Petinga/Lusa

Em entrevista ao Porto Canal, Pedro Filipe Soares afirmou ser possível aprovar já esta quarta feira várias das propostas que o partido apresentou para dar resposta à paralisação causada pela Covid-19 e que visam preservar os empregos e impedir que haja despedimentos.

O líder parlamentar defendeu também a necessidade de negociação para “retirar informação e testar a exequibilidade das propostas” do Bloco de Esquerda que ainda são motivo de discordância com o Governo. A eliminação dos cortes da luz, água e gás é “um debate em curso” com o Governo de António Costa, mas que no final poderá vir a ser “satisfatório”.

O Bloco de Esquerda defende “uma injeção direta – o chamado dinheiro helicóptero -, para pagamento de salários nos meses de março e abril às micro e às pequenas empresas", a fim de se garantir “a manutenção de postos de trabalho, de rendimento das famílias e uma ligação às empresas" e permitir que as empresas continuem a funcionar após a pandemia. A isto Pedro Filipe Soares chamou “visão de emergência”.

A injeção direta seria, no seu total, de 1 600 milhões de euros: 500 milhões para as microempresas e 1 100 milhões para as pequenas.

Ou a Europa é “parte da solução ou é o problema”

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é um “momento chave” para se perceber de uma vez por todas “se a Europa serve para alguma coisa ou se não serve para nada”, afirmou.

“No fundo, se é uma solução ou se faz parte de um problema”, reforçou para explicar que é preciso não aceitar da Europa “posições intermédias que, na prática, não são soluções para coisa nenhuma”.

Quando os jornalistas do Porto Canal o questionaram sobre a detenção de Rui Pinto, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda defendeu que “nada justifica” a manutenção da prisão preventiva do hacker.

“Rui Pinto deve responder perante a justiça pelos crimes que cometeu, se é que cometeu, se for provado que cometeu crimes. Não deve, porque não faz sentido, estar há tanto tempo em prisão preventiva”, enfatizou.

Sobre uma possível injeção de capital público na TAP, Pedro Filipe Soares defendeu que, se esta ocorrer, “tem de ter como consequência uma propriedade do Estado”.

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