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Bloco de Esquerda de Vila Real denuncia situação caótica no Centro de Recolha e Proteção Animal do Vale do Douro Norte

Em comunicado, o núcleo concelhio do Bloco considera que medidas “estéreis, inúteis e ilusórias” resultam em “situações caóticas”. Artigo publicado em Interior do Avesso.
Bloco de Vila Real denuncia más condições do canil do Vale do Douro Norte
Foto de Ju Blasina | Flickr

O Centro de Recolha e Proteção Animal do Vale do Douro Norte atua territorialmente em sete municípios: Vila Real, Alijó, Sabrosa, Murça, Santa Marta de Penaguião, Mesão Frio e Peso da Régua. Funciona com “um modelo rotativo de gestão que, para além de se mostrar como incapaz, serve também como argumento para justificar a (in)ação do Município de Vila Real na resolução dos problemas existentes.”

O Município de Vila Real, em sede de Assembleia Municipal a 18 de dezembro de 2017, já admitiu a existência de um problema no Centro de Recolha e Proteção Animal, indicando na altura que “pretende alertar a Associação de Municípios para o desconforto institucional de apoiar uma instituição que funcione nestes moldes, equacionando outras formas de resolver o problema”, cita o comunicado do Bloco.

Desde então, quase três anos passaram e o problema, denuncia o Bloco, “persiste, está agravado, o Município mantém a inação, o Centro de Recolha e Proteção Animal do Vale do Douro Norte permanece como uma entidade imutável, estagnada e desligada da necessidade crescente de uma resposta condizente com as boas práticas quer de bem–estar animal, quer de um modelo de gestão eficiente que permita abandonar o obscurantismo do atual.”

O Bloco de Vila Real defende a necessidade de “ações urgentes e duradouras”, incitando a Câmara a agir e assumir o “caminho para a mudança, seja por meio de uma verdadeira alteração do modelo de gestão do equipamento existente, seja por assumir que o mesmo não cumpriu os objetivos desenhados aquando a sua criação, tomando a iniciativa de avançar para uma estrutura municipal que possa responder a esta missão.”

“Consideramos que a política reservada pelo município à questão animal não pode estar reservada a “putativos parques caninos” e a campanhas esporádicas de esterilização para controlo de animais de rua”, reforça ainda o Bloco de Esquerda, que “há muito” assumiu um compromisso “para com as políticas de bem-estar animal”.

Artigo publicado em Interior do Avesso

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