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Bloco de Coimbra e Viseu exige requalificação da IP3

As distritais do Bloco de Coimbra e Viseu exigem a requalificação urgente e prioritária do Itinerário Principal 3, para que tenha condições de segurança, comodidade e funcionalidade. Adicionalmente, o Bloco de Viseu considera “ridículo” o desconto de 15% nas portagens nas A24 e A25.
IP3 à noite, foto de Paulo Almiro/Flickr.

As distritais do Bloco de Coimbra e Viseu exigem a requalificação urgente e prioritária do Itinerário Principal 3 (IP3), que atualmente não tem condições de segurança, comodidade e funcionalidade. "Só nos últimos oito dias ocorreram mais dois acidentes mortais no IP3, no troço Viseu-Coimbra, já apelidado de ‘Estrada da Morte’ devido aos inúmeros acidentes que ali têm ocorrido", lamentam as coordenações distritais, em comunicado.

O IP3, que liga Viseu e Coimbra, duas das principais cidades da região Centro, "não passa de uma via lenta e perigosa, com níveis de tráfego muito intenso (18 mil veículos por dia), agravado pela percentagem de pesados". "Sucessivos governos têm adiado a necessária requalificação, limitando-se, nos princípios da década de 2000, a colocar em toda a extensão do troço entre Coimbra e Oliveira do Mondego um separador central, em cimento", explica o Bloco.

"Mudaram os governos, mas, até hoje, nada foi feito", afirma o Bloco, que relembra que a Infraestruturas de Portugal colocou no seu plano de investimentos 2015-2020 a requalificação do IP3. Para tal, propõe a introdução de portagens em alguns troços para financiar a requalificação do troço seguinte, algo que os bloquistas consideram inaceitável.

"Os pesados continuariam a optar pelo IP3 sem portagens, agravando o elevado índice de sinistralidade, se, entretanto, não se proceder à requalificação desta via. Só quem tivesse dinheiro para pagar portagens é que poderia dar-se ao luxo de circular em segurança pela autoestrada", concluem as coordenações distritais.

Desconto de 15% nas portagens nas A24 e A25 é “ridículo”

Noutro comunicado, o Bloco de Viseu considerou os descontos de 15% no preço das portagens em algumas vias, como as autoestradas A24 e A25 são “ridículos e pouco irão atenuar o impacto das portagens na economia das famílias e das empresas da região”.

“A não cobrança de taxas de portagens nas chamadas Scut [vias sem custo para o utilizador] foi sempre justificada com a necessidade de compensar as regiões do interior do país com medidas de discriminação positiva face às evidentes desigualdades e assimetrias regionais existentes”, refere a estrutura bloquista, que exige ao governo que respeite “a vontade das populações” expressa na moção aprovada na Assembleia Municipal de Viseu, que exige “a abolição imediata da cobrança de taxas de portagem em todos os troços da A24 e da A25”.

As portagens na A24 (Viseu/Chaves) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), “além de não ter resolvido quaisquer problemas de natureza financeira, agravou, dramaticamente, as dificuldades sociais e económicas das populações, já de si fortemente penalizadas pela crise e pelos custos da interioridade”, pode ler-se no comunicado.

“São zonas muito flageladas pelo desemprego, precariedade e exclusão social e as portagens agravaram dramaticamente a crise económica e social”. “O contrato de confiança assumido com as populações menos desenvolvidas para favorecer a acessibilidade territorial, não podia, nem devia, ser alterado, tanto mais quando as condições de atraso de desenvolvimento dessas zonas que justificaram as isenções anteriores de portagens não foram ultrapassadas”, conclui o Bloco de Viseu.

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