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Bloco critica governo por querer salvar o TTIP

O governo português é um dos signatários do apelo a Bruxelas para reativar as negociações do Tratado Transatlântico. A deputada bloquista Isabel Pires critica a vontade do governo em querer estar na vanguarda da defesa de um tratado prejudicial ao interesse nacional.
Imagem de Piotr Świderek a partir de foto de Kurtis Garbutt/Flickr

Na carta subscrita por dez ministros e dois secretários de Estado (Portugal e Espanha) europeus, é feito o apelo para a continuação das negociações do TTIP com os Estados Unidos. Nas últimas semanas, vozes influentes dos governos alemão e francês praticamente decretaram o óbito das negociações, ao não existir acordo para fechar nenhum dos capítulos da proposta em cima da mesa. Por outro lado, os dois principais candidatos na corrida à Casa Branca têm assumido posições contrárias à assinatura do TTIP, sendo quase impossível que a negociação seja fechada a tempo de ainda ser assinada pelo atual presidente norteamericano.

Neste contexto, a posição do governo português expressa na carta enviada na quarta-feira à  comissária Cecilia Malmström vem demonstrar a sua “vontade em querer estar na suposta vanguarda das negociações de um tratado que é claramente prejudicial também para o povo português”, afirma a deputada bloquista Isabel Pires.

“O Bloco de Esquerda tem vindo a alertar sistematicamente para estes perigos e a exortar o governo para que seja uma voz ativa contra este tratado", afirmou a deputada ao esquerda.net, lamentando que a posição agora subscrita pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus vá no sentido contrário.

“Continuamos a repudiar fortemente quaisquer negociações do tratado que mais implicações nefastas terá para os povos europeus, sendo certo que continuaremos a pressionar para que o processo tenha o seu término o mais rapidamente possível”, conclui Isabel Pires.

A carta a pedir à comissária que salve as negociações do TTIP é subscrita pelos representantes dos governos da Inglaterra, Suécia, Lituânia, Letónia, Itália, Irlanda, Finlândia, Estónia, Dinamarca, República Checa, Espanha e Portugal.

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