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Bloco contesta ameaça de encerramento da urgência pediátrica de Torres Vedras

Bloco de Esquerda de Torres Vedras mostra-se perplexo com as declarações da ministra da Saúde, Marta Temido, sobre o eventual encerramento definitivo do serviço de urgência pediátrica.
Bloco contesta ameaça de encerramento da urgência pediátrica de Torres Vedras
Caso o encerramento se confirme, a urgência pediátrica mais próxima fica a uma distância de 50 quilómetros. Foto de Ministério da Saúde.

A concelhia do Bloco de Esquerda de Torres Vedras reagiu em comunicado às declarações de Marta Temido a respeito do eventual encerramento do serviço de urgência pediátrica do Hospital de Torres Vedras.

Em comunicado, os bloquistas afirmam estar preocupados com a resposta dada pelo governo ao problema da falta de pediatras no Serviço Nacional de Saúde. A concelhia equipara esta resposta à observada durante o encerramento da maternidade do Hospital de Torres Vedras, em 2013, durante o governo PSD/CDS.

“Parece que o PS aprendeu com o PSD e CDS sendo que a solução que tem para os serviços que apresentam problemas, não é corrigi-los, mas encerrá-los”, afirmam os bloquistas, colocando a responsabilidade nas mãos do PS e da ministra da Saúde face a um possível encerramento definitivo deste serviço.

Marta Temido afirmou que o eventual encerramento das urgências pediátricas está em análise por não se justificar a existência de duas urgências do género no mesmo Centro Hospitalar, em Torres Vedras e nas Caldas da Rainha.

Porém, o Bloco de Esquerda de Torres Vedras lembra que há uma distância de 50 quilómetros entre Torres Vedras e as Caldas da Rainha. Ou seja, num cenário de encerramento deste serviço de urgência, as crianças em situação de emergência médica teriam de se deslocar até às Caldas da Rainha, situação não só dificultada quando se tratam de questões médicas

Ao mesmo tempo que Marta Temido faz estas declarações, a autarquia de Torres Vedras contradiz a ministra ao afirmar que estão a desenvolver esforços com a tutela para a contratação de mais pediatras em regime de prestação de serviços.

As declarações a respeito de um eventual encerramento surgiram depois de se saber que a urgência pediátrica do Hospital de Torres Vedras esteve sem pediatras desde as 21h de 2 de janeiro até às 9h de dia 4. A presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste, Elsa Banza, fez saber que já a 31 de dezembro tinham existido constrangimentos e que a situação deve voltar a repetir-se.

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