You are here

Bloco aprova recomendação contra precariedade no Museu do Design

A recomendação do Bloco contra a precariedade no Museu do Design e da Moda foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa o que obriga o executivo camarário a "iniciar um processo de vinculação".
Bloco repudia a precariedade laboral existente no museu. Foto do site do MUDE
Bloco repudia a precariedade laboral existente no museu. Foto do site do MUDE

Após a denúncia de novos casos de precariedade praticada no MUDE (Museu do Design e da Moda) o Bloco  apresentou e aprovou esta terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa uma recomendação em que "repudia este tipo de contratação no MUDE" e obriga o executivo camarário a "iniciar um processo de vinculação" anulando "o recurso a empresas intermediárias no processo de contratação. Uma situação que o deputado Ricardo Robles considera ser "uma vergonha para o município".

A moção do Bloco recebeu os votos a favor do PEV, PCP, PAN e MPT; a abstenção do PS, PNPN, PSD e CDS-PP; e os votos contra dos 5 deputados independentes.

A precariedade histórica do MUDE

O problema não é novo. Desde a sua instalação na antiga sede do Banco Nacional Ultramarino que o Museu da Moda e do Design (MUDE) recorre a trabalho precário. A compra do edifício por parte do município aconteceu em 2009 pelo valor de 15,5 milhões de euros, e permitiu ao então Presidente da CML e atual primeiro-ministro, António Costa, declarar que "a cidade ganhou um espaço único que poderá ser usufruído de diferentes maneiras e contribuir para a revitalização da Baixa".

A inauguração aconteceu  em outubro do mesmo ano, e as primeiras denúncias de trabalhadores foram surgindo ao longo do primeiro ano de atividade até à denúncia pública por parte da Associação Precários Inflexíveis em Março de 2011 sobre 70 trabalhadores a falsos recibos verdes, com horário fixo, farda obrigatória, sem seguro de trabalho e salários em atraso.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa reagiu rapidamente, despedindo todos os trabalhadores em situação ilegal mas sem os notificar. Estes, ao dirigirem-se para o local de trabalho no dia 1 de abril de 2011, foram impedidos de entrar tendo-lhes sido comunicado pelos seguranças que teriam sido substituídos por funcionários camarários.

 

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)