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Bloco apresenta medidas para recuperar aprendizagens dos alunos

A coordenadora do Bloco de Esquerda apresentou esta segunda-feira um plano de nove medidas para recuperar aprendizagens. Os três eixos da proposta são mais profissionais nas escolas, programa de férias e adaptação dos programas no próximo ano letivo.
Catarina Martins apresentou esta segunda-feira nove medidas para recuperar aprendizagens e desenvolvimento dos alunos - foto esquerda.net
Catarina Martins apresentou esta segunda-feira nove medidas para recuperar aprendizagens e desenvolvimento dos alunos - foto esquerda.net

Na apresentação do plano, Catarina Martins apontou que os dois últimos anos letivos foram “atípicos” devido à pandemia e “as crianças e os jovens foram particularmente penalizados”. “Foi uma pequeníssima parte destes anos letivos que decorreu normalmente”, afirmou. Veja abaixo a apresentação de:

9 medidas para recuperar aprendizagens e proteger o desenvolvimento

“Temos dois anos letivos em que a exceção foi as escolas funcionarem normalmente”, frisou Catarina Martins, apontando que “há consequências já estudadas, nacional e internacionalmente”. E destacou quatro consequências da pandemia: queda dos rendimentos das famílias, mais problemas de saúde mental, menor aprendizagem e desenvolvimento dos alunos e um agravamento das desigualdades sociais.

O risco de pobreza aumentou muito, em particular nas famílias com dois ou mais filhos e nas famílias monoparentais, referiu a dirigente bloquista, sublinhando que “uma em cada quatro famílias perdeu 25% do rendimento”.

Três eixos prioritários

No plano apresentado, o Bloco de Esquerda propõe que seja feita uma intervenção em três eixos prioritários:

1. Mais profissionais nas escolas;

2. Programa férias de verão;

3. Adaptação dos programas no próximo ano letivo.

Na apresentação, Catarina Martins afirmou que a educação "precisa de muito mais investimento” e frisou que ela "é a chave do nosso futuro coletivos”.

Os três eixos apontam para um “investimento robusto”, um programa de férias desportivo-culturais meste ano e o início do ano letivo no primeiro dia útil de setembro.

9 medidas para recuperar as aprendizagens das consequências da pandemia

1. A primeira medida proposta é o reforço da ação social escolar (ASE) e é uma medida para aplicar no imediato. O Bloco sublinha ainda os critérios da ASE devem ser revistos para incluir mais beneficiários e ter em conta as quedas de rendimentos motivadas pela crise.

2. Criar um programa nacional para as próximas férias de verão, uma medida decisiva para permitir atividades aos alunos que têm os pais a trabalhar ou que não têm dinheiro para ir de férias. E essencial para a recuperação da saúde mental, emocional e física.

3. Nenhuma criança com fome durante as férias de verão. Esta medida envolve a necessidade de as cantinas escolares permanecerem abertas durante todo o verão, em normal funcionamento ou em regime take away.

4. Começar o próximo ano letivo logo no início de setembro. Considerando que essa antecipação é essencial para que os alunos possam recuperar as aprendizagens em falta nos últimos anos letivos, o Bloco propõe que os docentes com acréscimo de trabalho tenham uma compensação remuneratória.

5. Contratar os professores de que as escolas precisam, uma medida a ser aplicada no início do próximo ano letivo.

6. Contratar agora os assistentes operacionais de que as escolas precisam. O Bloco propõe que a contratação seja garantida de imediato, para assegurar os recursos necessários para que as escolas reabram em segurança.

7. Contratar mais profissionais para a educação inclusiva. O Bloco salienta que as crianças com deficiência foram particularmente afetadas com as medidas de combate à covid-19, exigindo o reforço de recursos para enfrentar as situações. Uma medida para o início do próximo ano letivo.

8. Os currículos letivos têm de ser revistos. A medida aponta que o governo proceda a uma adaptação curricular imediata, reduzindo a dimensão da matéria para centrar os esforços na recuperação e consolidação das aprendizagens essenciais.

9. Garantir o desdobramento de turmas e reforçar a autonomia das escolas. O Bloco propõe a redução do número de alunos por turma e a coadjuvação em sala de aula, por questões sanitárias e para permitir criar condições para um ensino mais personalizado e o desenvolvimento do trabalho interpares em pequenos grupos de alunos. E defende ainda que as Escolas tenham mais autonomia para a preparação e implementação de planos de recuperação adaptados à sua realidade.

Ainda esta segunda-feira, o grupo parlamentar do Bloco vai entregar um projeto de lei e um projeto de resolução sobre as questões propostas.

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